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Editorial


Bom dia a todos vocês que nos honram com sua leitura e atenção,


Amigos,
aqui estamos novamente, agora com o número 23 da nossa Eucalyptus Newsletter. Como sempre procuramos fazer, nesse número estaremos trazendo muitas atualidades sobre os eucaliptos, esperando que essas informações possam lhes ser úteis para que conheçam melhor e assim admirem e entendam mais essas magníficas árvores e os produtos que elas oferecem à Sociedade. Nossa meta é clara: ajudar às partes interessadas da Sociedade para que possam compreender melhor os benefícios que os eucaliptos oferecem aos seres humanos, desde que plantados em condições de adequada Sustentabilidade (e com responsabilidade pessoal e empresarial). Para que isso possa acontecer em intensidade cada vez maior, forneceremos e difundiremos sempre muitas sugestões de leituras, informações e conhecimentos para vocês.

Essa é definitivamente uma edição muito especial, preparada com carinho e muito respeito e admiração. Nela estamos resgatando, com a ajuda de amigos e entidades, as origens dos eucaliptos como plantações florestais para uso comercial no Brasil. Estaremos por isso mesmo homenageando figuras ilustres e renomadas que ensinaram os primeiros passos da eucaliptocultura aos brasileiros, em particular no estado de São Paulo. Também estaremos colocando para acesso público e digital, e através dessa edição, diversas obras históricas de Edmundo Navarro de Andrade e sua equipe, donde constavam grandes personalidades florestais, como Armando Navarro Sampaio e Octávio Vecchi. Essa disponibilização à Sociedade Mundial e resgate absolutamente histórico só foram possíveis graças à parceria entre a ABTCP; o IPEF e a Grau Celsius, bem como o apoio de diversas pessoas, entre os quais, do engenheiro agrônomo Alfredo Navarro de Andrade, como vocês saberão mais adiante.
Por essa razão, na seção "O Mundo dos Eucalyptus" estaremos lhes contando como o estado de São Paulo serviu de berço e de força motriz para o desenvolvimento da eucaliptocultura brasileira e de seus conhecimentos, permitindo o aperfeiçoamento das tecnologias florestais e industriais sobre essas árvores e madeiras, bem como, difundindo e irradiando esse "know-how pioneiro" para o restante do Brasil. Nesse particular, teve e sempre terá papel importante e histórico o renomado Horto Florestal de Rio Claro, hoje FEENA - Floresta Estadual "Edmundo Navarro de Andrade", um patrimônio histórico, florestal, antropológico e ambiental que o Brasil possui em suas terras.
Complementarmente a tudo isso, na seção da Ester Foelkel sobre "Curiosidades e Singularidades acerca dos Eucaliptos" ela nos conta dessa vez sobre "dormentes para estradas de ferro produzidos a partir de madeiras de eucaliptos". Essa foi uma das primeiras utilizações objetivadas quando da introdução dos eucaliptos para fins comerciais no Brasil. A antiga empresa ferroviária Companhia Paulista de Estradas de Ferro (http://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia_Paulista_ de_Estradas_de_Ferro), que se constituiu na primeira e mais importante força alavancadora para o uso da madeira dos eucaliptos no país, foi quem apoiou as idéias e pesquisas do grupo técnico liderado por Edmundo Navarro de Andrade. Suas finalidades de abastecimento de lenha para as locomotivas e de madeira para postes, moirões de cerca e dormentes foram integralmente preenchidas pelas espécies de eucaliptos plantados por sua equipe florestal. Mais uma vez, os eucaliptos ajudando a obtenção de resultados e benefícios para nossa Sociedade. E isso já está acontecendo no Brasil há mais de um século.
Em função dessa enorme agregação de conhecimentos tecnológicos feitos no Brasil e em outras regiões do mundo, os eucaliptos foram-se convertendo em uma das principais fontes de matérias-primas para inúmeros processos e finalidades. Com suas madeiras, fibras, óleos essenciais e outras substâncias extraídas deles e de suas florestas, os eucaliptos fornecem matéria-prima para geração de energia, fabricação de papel, de chapas de madeira, de móveis, de fármacos, detergentes, etc., etc. E isso acontece em inúmeras regiões do planeta. Por isso e mais uma vez, nosso estimado amigo dos eucaliptos, Gustavo Iglesias Trabado atualiza seu "mapa mundi da eucaliptocultura", colocando na web e à disposição de todos, a mais recente e atualizada versão das estatísticas das plantações de eucaliptos no planeta Terra. Essa edição da Eucalyptus Newsletter mais uma vez promove essa iniciativa do amigo Gus em favor do conhecimento sobre os eucaliptos.
Nosso mini-artigo dessa edição não poderia lhes falar de outra coisa que não fosse sobre "os pioneiros da eucaliptocultura no Brasil: Edmundo Navarro de Andrade, Armando Navarro Sampaio e Octávio Vecchi". Com um texto singelo, mas com muitas referências elencadas e oferecidas para leitura complementar por vocês, estamos fazendo nossa homenagem e prestando o devido reconhecimento a essas figuras maiúsculas da eucaliptocultura mundial. São pessoas que fizeram muito pelos eucaliptos e pela Sociedade. Com sua determinação, motivação, competência e forte desejo de vencer as dificuldades e os desafios, colocaram um patrimônio cultural e ambiental para que pudéssemos continuar essa obra. Muitas de suas realizações e conquistas podem ser apreciadas em uma visita ao "Museu do eucalipto", que se localiza dentro da FEENA - Floresta Estadual "Edmundo Navarro de Andrade", em Rio Claro, SP.

Também há muita coisa de valor para vocês navegarem nas nossas seções tradicionais, todas relacionadas aos temas centrais dessa edição, que são os pioneiros da eucaliptocultura no Brasil e o estado de São Paulo. Visitem e aprendam muito através das seções Referências Técnicas da Literatura Virtual, Euca-Links e Revistas Digitais Especializadas.

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Um abraço a todos e boa leitura. Esperamos que gostem do que lhes preparamos dessa vez.

Celso Foelkel
http://www.celso-foelkel.com.br
http://www.eucalyptus.com.br

http://www.abtcp.org.br

Nessa Edição

FEENA - Floresta Estadual "Edmundo Navarro de Andrade"

Museu do Eucalipto

O Mundo dos Eucalyptus - Estado de São Paulo - Brasil
Referências Técnicas da Literatura Virtual - Livros Históricos sobre os Eucaliptos escritos por Edmundo Navarro de Andrade, Armando Navarro Sampaio e Octávio Vecchi
Curiosidades e Singularidades acerca dos Eucaliptos: Dormentes de Madeira de Eucalipto - (por Ester Foelkel)

Euca-Links

Revistas Digitais Especializadas

Mapa Mundi dos Eucalyptus

Mini-Artigo Técnico por Celso Foelkel
Acerca de Edmundo Navarro de Andrade, Armando Navarro Sampaio e Octávio Vecchi

FEENA - Floresta Estadual "Edmundo Navarro de Andrade"
Quando me propus a lhes escrever algo sobre o renomado Horto Florestal de Rio Claro, hoje Floresta Estadual "Edmundo Navarro de Andrade", uma área de conservação ambiental e natural do estado de São Paulo, senti-me dividido entre lhes trazer informações técnicas florestais ou lhes contar sobre as emoções que essa área de rica biodiversidade agrega nas pessoas que a conhecem. Os habitantes de Rio Claro muito bem sabem disso. Afinal, são centenas de pessoas da região que visitam diariamente a floresta para interagir com o ambiente natural, praticar esportes, caminhadas, passeios ciclísticos, respirar o ar puro e descansar a mente. Em meu caso, o Horto Florestal de Rio Claro, como eu o conheci pela primeira vez em finais de 1966 ou início de 1967, não me recordo bem a data exata, significou a escolha de minha carreira profissional. Naquela época, eu estava iniciando o curso de engenharia agronômica na ESALQ - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", em Piracicaba, apenas há alguns quilômetros de Rio Claro. Como eu costumava me aventurar pela região para descobrir novas paisagens, um dia decidi-me por ir conhecer o horto. Estava iniciando o segundo ano do curso de agronomia, sem saber exatamente qual seria a minha área de concentração: estava em dúvidas sobre suinocultura, bioquímica, fisiologia vegetal, solos, mineralogia, enfim, eram todas ciências que me atraiam. Entretanto, uma simples visita ao horto foi suficiente para me acelerar os batimentos do coração e eleger a silvicultura como minha opção de especialização na agronomia. Definitivamente, uma escolha que me orgulho de ter realizado, um privilégio essa carreira. Complementarmente a essa seleção, na ESALQ, já no segundo ano, tínhamos aulas com o renomado guru da silvicultura brasileira, Dr. Helládio do Amaral Mello, o que serviu para consolidar minha vocação. As peças do quebra-cabeça se encaixaram definitivamente para a composição de minha vida profissional até hoje.
Estive recentemente visitando novamente o horto florestal junto ao meu grande mestre e amigo Dr. Luiz Ernesto George Barrichelo, parceiro nesse projeto de resgate dos livros históricos de Edmundo Navarro de Andrade e sua equipe. As emoções são enormes em uma visita como essa, não apenas para alguém como eu, que como lhes mencionei, teve sua carreira nascida a partir dessa floresta. É definitivamente um privilégio visitar essa área, ver a biodiversidade pujante, o sub-bosque rico e diversificado crescendo ao lado de árvores majestosas de eucalipto. Tudo em perfeita e intrigante harmonia ecoambiental. Fica difícil imaginar porque alguns se opõem tão fortemente a árvores tão magníficas como as dos eucaliptos. A FEENA é um exemplo vivo de que elas são absolutamente parte viva e dinâmica da Natureza brasileira. Além disso, a fazenda colonial que passou a abrigar essas plantações de eucaliptos, revela uma fascinante história da época da imigração italiana, das fazendas coloniais de café, etc. Há ainda muito valor histórico relacionado à antiga Companhia Paulista de Estradas de Ferro, especialmente nos objetos colocados para apreciação dos visitantes no Museu do Eucalipto e no Solar de Edmundo (casa onde vivia Edmundo e sua esposa). Enfim, os aspectos emocionais se sobrepõem aos técnicos com muita facilidade em um ecossistema como esse.
Quem nos recebeu nessa última visita, com enorme simpatia e motivação, foi a diretora da FEENA, Dra. Denise Zanchetta. O entusiasmo para se falar sobre a floresta e sobre Navarro de Andrade facilmente se elevou, a ponto que nossa meta inicial nesse projeto, que era a digitalização de 4 livros, cresceu para 10, ou seja, todos os que tínhamos disponíveis. Há muita coisa a ser vista nessa floresta, além de magníficas árvores e muita biodiversidade em flora e fauna. Só as espécies plantadas de eucaliptos são mais de 60, destacando-se talhões que variam de 2 a 100 anos de idade. Há algumas espécies que são mais abundantes, mais intensamente plantadas, tais como Eucalyptus grandis, E.saligna, E.microcorys, E.paniculata, E.tereticornis, Corymbia citriodora e C.maculata. C. citriodora (29,9%) e E.tereticornis (11,9%) são as espécies com maiores áreas disponíveis nos dias de hoje. Duas coisas sensacionais a visitar na FEENA são: a chamada "Coleção de Espécies de Eucalyptus" e ainda o "Arboretum", áreas onde Edmundo Navarro de Andrade plantou lado a lado diferentes espécies de eucaliptos para avaliar seu comportamento na região, bem como de espécies nativas (no arboreto). Igualmente, existe uma "Coleção de Espécies de Pinus". Na verdade, Edmundo queria manter uma coleção viva de material genético para permitir visitação, pesquisas e demonstrações. Em minha primeira visita ao horto, fiz uma pequena coleta de frutos de eucaliptos, exatamente dessas coleções, apanhando sorrateiramente algum material que estava ao solo. Tenho muitos desses frutos até hoje, portanto, há mais de 40 anos. Outra fantástica paisagem é a que nos oferece uma alameda de Corymbia citriodora, com suas árvores antigas e com galhos robustos e retorcidos. Uma visão inesquecível. Entretanto, não são apenas talhões de eucaliptos que ali existem: podem ser também encontrados talhões de Araucaria angustifolia, Pinus e de algumas espécies nativas. Árvores, arbustos e ervas nativas são abundantes e diversificadas, vivendo harmoniosamente com árvores de eucaliptos, uma demonstração viva da biodiversidade que pode existir em florestas de eucaliptos.
O Horto Florestal de Rio Claro foi adquirido em diversas partes pela outrora importante Cia. Paulista de Estradas de Ferro. Em 1909, há exatamente 100 anos atrás, a Paulista adquiriu a primeira gleba de terra mais as benfeitorias existentes, que consistiam em alguns casarões estilo colonial e edificações que correspondiam às residências de trabalhadores italianos imigrantes. A cultura agrícola predominante na época era o café. Criado o Horto Florestal de Rio Claro, este passou a ser a sede do Serviço Florestal da Companhia Paulista. Ali, a empresa construiu a vila de trabalhadores ferroviários, olarias, depósitos; enfim, as facilidades requeridas para o sucesso do empreendimento sócio-econômico na época. Paulatinamente, outras glebas foram sendo adquiridas até atingir mais de 3.100 hectares. Entretanto, com o passar dos anos, algumas áreas foram desapropriadas ou vendidas, chegando a se ter hoje os 2.230 hectares que compõem a FEENA atual. A própria coleção de espécies se reduziu muito em função das diversas alterações e filosofias administrativas, bem como a outras razões (incêndios, etc.). Hoje se dispõem de pouco mais de 60 espécies em plantações em talhões, quando originalmente, consta que 144 foram ali introduzidas.
Um dos grandes benefícios que a conversão do horto florestal em Floresta Estadual oferece ao povo brasileiro é que agora essa área é uma área de conservação ambiental protegida pelo estado de São Paulo. A condição básica para que uma área seja convertida em Floresta Estadual em São Paulo é que a área de preservação ambiental ultrapasse 50% da área total. No caso da FEENA temos 44% da área sendo manejada para fins de utilização comercial e 56% sendo preservada pelo valor histórico, cultural, ambiental e de biodiversidade.
A FEENA é hoje propriedade do Instituto Florestal do Estado de São Paulo (http://www.iflorestal.sp.gov.br) sendo que a gestão da mesma está a cargo da Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo – Fundação Florestal, tidas ambas como das mais importantes instituições ambientais no Brasil. Além disso, existe um acordo firmado com o município de Rio Claro, para que o mesmo participe como co-gestor dessa floresta, objetivando o incremento das atividades turísticas, de lazer, culturais, ambientais e históricas na região da cidade de Rio Claro (
http://jornalcidade.uol.com.br/rioclaro/municipios/rio_claro/43594-Feena-passa-a-ser-administrada-em-cogestao). É importante ressaltar ainda, que parte da floresta está também inserida no município de Santa Gertrudes, que também está associado a esses benefícios sócio-ambientais. Como a Companhia Paulista tinha inúmeros hortos florestais no estado de São Paulo para produzir madeira para seu uso próprio ao longo das linhas das ferrovias, Edmundo Navarro de Andrade tinha raízes que vigorosamente abrangiam o estado todo. Por essa razão, a cidade de São Carlos, próxima a Rio Claro, possui um horto florestal para visitação pública, também denominado Horto Florestal Municipal "Edmundo Navarro de Andrade" (http://www.saocarlos.sp.gov.br/index.php/turismo-informacoes/115315-horto-florestal-navarro-de-andrade.html)
Como uma gentileza especial da Dra. Denise Zanchetta, conseguimos dela autorização para divulgarmos o Plano de Manejo da FEENA, que foi publicado em 2005 e está sendo hoje implementado na gestão da floresta. Também pesquisamos a web para lhes colocar à disposição mais alguns documentos para sua navegação e com isso, conhecer um pouco mais sobre essa preciosidade que existe no Brasil. Cabe a nós brasileiros zelar para que esse enorme patrimônio possa ser preservado e mais que isso, resultar em benefícios para nossa Sociedade e para o Ambiente. Se em alguns momentos dessa nossa história de País, esse horto foi esquecido pelas autoridades empresariais, políticas e públicas, e por muitos cidadãos, a partir de agora não podemos mais deixar que isso aconteça. Tampouco o setor de base florestal brasileiro pode se omitir desse processo de conservação desse patrimônio eucalíptico e ambiental que temos em nossas terras. É hora de alguns se movimentarem, e rápido. Os eucaliptos e o meio ambiente demandam isso. O povo de Rio Claro também.
Conheçam então um pouco mais sobre a Floresta Estadual "Edmundo Navarro de Andrade", que nesse ano de 2009 completa seu primeiro centenário de existência (http://www.iflorestal.sp.gov.br/eventos/FOLDER_100_ANOS.pdf), visitando as referências a seguir:
Plano de manejo da FEENA - Floresta Estadual "Edmundo Navarro de Andrade". Equipe do Instituto Florestal de São Paulo e Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo – Fundação Florestal. Extratos relevantes. (2005) (em Português)
http://www.celso-foelkel.com.br/artigos_outros10.html

Floresta Estadual "Edmundo Navarro de Andrade" - Unidade de conservação e de uso sustentável.
Pessoal técnico do IE/FEENA. Apresentação em PowerPoint e em PDF: 27 slides. (2005) (em Português)
http://www.celso-foelkel.com.br/arquivos_plano/26_FEENA%20-%20Plano%20de%20Manejo.pdf
Conhecendo a floresta. 100 anos de existência. Centenário do Horto Florestal de Rio Claro. C.S. Daher; D. Zanchetta; F.H. Sampaio. J.O. Noale; L.C. Moura; R.J. Camarinho; S.R. Christofoletti. Fundação Florestal/Instituto Florestal de São Paulo. 65 pp. (2009) (em Português)
http://www.diariodorioclaro.com.br/product.asp?pid=19785
http://www.guiarioclaro.com.br/guia_novo/frame/frame.htm?link=show&serial=
140007472&seccao=Editorias&retranca=Meio%20ambiente&editoria=
Cotidiano&titulo=Horto%20Florestal%20completa%20100%20anos

Horto Florestal Edmundo Navarro de Andrade. Enciclopédia Virtual Wikipédia. Acesso em 24.09.2009
http://pt.wikipedia.org/wiki/Horto_Florestal_Edmundo_Navarro_de_Andrade (em Português)
http://es.wikipedia.org/wiki/Horto_Florestal_Edmundo_Navarro_de_Andrade (em Espanhol)

A introdução do eucalipto no Brasil completa 100 anos. Augusto Jerônimo Martini. Canal Rio Claro. Acesso em 24.09.2009. (em Português)
http://www.canalrioclaro.com.br/index1.php?s=coluna&coluna=175

A trajetória do eucalipto.
Augusto Jerônimo Martini. Canal Rio Claro. Acesso em 24.09.2009. (em Português)
http://www.canalrioclaro.com.br/index1.php?s=coluna&coluna=239

Um pouco mais sobre meio ambiente, Edmundo Navarro de Andrade e a Floresta Estadual.
Augusto Jerônimo Martini. Canal Rio Claro. Acesso em 24.09.2009. (em Português)
http://www.agitorioclaro.com.br/index1.php?s=coluna&coluna=262 (Parte 1)
http://www.agitorioclaro.com.br/index1.php?s=coluna&coluna=264 (Parte 2)


Sinopse histórica da Companhia Paulista de Estradas de Ferro.
João Baptista Soares de Faria Lago. Acesso em 24.09.2009. (em Português)
http://www.geocities.com/jblago/cpef_historia.html

Horto Florestal Navarro de Andrade. Marco Aurélio Álvares da Silva. Acesso em 24.09.2009. (em Português)
http://www.geocities.com/MotorCity/Street/4741/horthist.html
Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade (Rio Claro). Instituto Florestal de São Paulo. Acesso em 24.09.2009. (em Português)
http://www.iflorestsp.br/dfee/Rio_Claro.htm

Um pouco da história...Visite Rio Claro.
Acesso em 24.09.2009. (em Português)
http://www.visiterioclaro.com.br/floresta%20historia.htm

Pontos histórico-culturais da Floresta.
Jornal da Cidade. Rio Claro. Acesso em 24.09.2009. (em Português)
http://jornalcidade.uol.com.br/rioclaro/municipios/
santa-gertrudes/28110-Pontos-historico-culturais-da-Floresta


Amigos do Horto - Rio Claro.
Associação Amigos do Horto Florestal "Navarro de Andrade". Acesso em 24.09.2009. (em Português)
http://www.amigosdohorto.org.br/page002.aspx

A Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade como um espaço de contradições: entre a memória e o esquecimento
. L.A. Joinhas. Tese de Doutorado. UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas. 224 pp. (2008) (em Português)
http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000447193

Imagens da Floresta Estadual "Edmundo Navarro de Andrade"


Imagens Google:

http://images.google.com.br/images?hl=pt-BR&
source=hp&q=horto+florestal+rio+claro&gbv=2&aq=f&oq
Imagens Flickr:
http://www.flickr.com/search/?q=Edmundo%20navarro%20de%20andrade&w=all&s=int
http://www.flickr.com/photos/mcrodini/189142289/
http://www.flickr.com/photos/mcrodini/sets/72157594514274321/

Imagens da ONG Amigos do Horto:

http://www.amigosdohorto.org.br/ImageGallery/
CategoryList.aspx?id=8f89527d-674b-4d39-a4f6-daa59eb7586b&m=0
Fotos Celso Foelkel, Luiz Ernesto Barrichelo e pessoal FEENA:
http://www.eucalyptus.com.br/GalleryFE_01/ (FEENA - Áreas administrativas)
http://www.eucalyptus.com.br/GalleryFE_02/ (FEENA - Ecosistemas florestais)

Museu do Eucalipto
O Museu do Eucalipto é mais uma das preciosidades encontradas nas áreas da Floresta Estadual "Edmundo Navarro de Andrade". Trata-se de um amplo pavilhão em estilo colonial que foi paulatinamente aumentado e convertido em museu a partir de 26/03/1916. Sua finalidade tem sido abrigar exemplos de aplicações práticas, da biodiversidade local, documentos, diversos tipos de materiais impressos e inúmeros e diversificados produtos que foram fabricados a partir dos eucaliptos. A idealização desse projeto de museu surgiu devido à necessidade notada por Navarro de Andrade e equipe florestal e executiva da Cia. Paulista de Estradas de Ferro em apresentar os eucaliptos para a Sociedade Brasileira. Era muito grande o número de consultas e visitas de pessoas querendo conhecer mais sobre essas árvores, que de acordo com Navarro de Andrade destinavam-se a qualquer finalidade. Como haviam ainda algumas críticas às suas plantações (que competiam com áreas agrícolas e de pastoreio de gado) e como haviam também usuários mal informados sobre as potencialidades da madeira, a Cia. Paulista apoiou mais uma vez a criatividade de Edmundo na construção desse museu. Na verdade, tratava-se na época muito mais de um campo de demonstrações de utilidades e aplicações dos eucaliptos do que de um museu para guarda de coisas históricas do passado. Era, por isso mesmo, um museu vivo e interativo, que tinha constantemente novas adições em função dos novos usos das madeiras dos eucaliptos. Além disso, o museu também apresentava a empresa ferroviária para os visitantes, sua história e suas conquistas. Toda a casa do museu é intensamente preenchida por produtos fabricados a partir de madeira de inúmeras espécies de Eucalyptus e Corymbia:pisos, janelas, forros, portas, postes, móveis, enfeites artesanais, prateleiras, lustres, etc. Encontram-se ainda produtos industrializados e comerciais manufaturados a partir dos eucaliptos, tanto os utilizados pela antiga Cia. Paulista de Estradas de Ferro, bem como outros produtos industrializados, entre os quais o papel. Os visitantes eram incentivados a tocar e manusear as peças de madeira para sentir sua textura, sua densidade, sua resistência, etc. A Paulista, como era chamada a empresa, tinha na madeira dos eucaliptos sua matéria-prima para energizar suas locomotivas a vapor tipo "Maria-fumaça" (http://pt.wikipedia.org/wiki/Locomotiva_a_vapor) e também para usar em dormentes, moirões de cerca, postes, construções e habitações, etc. Além disso, o museu apresenta diversos aspectos práticos sobre plantios florestais, colheita de florestas, combate às pragas e formigas e uma seção sobre produção de mudas (inclusive com uma máquina de fabricar "torrão paulista", um tipo pré-histórico de recipiente para se plantar as sementes e conduzir as mudas). Também se encontram muitas referências e exemplares da flora e fauna regional brasileira. Uma espécie de aula presencial para os muitos estudantes que visitam suas instalações.

Navarro de Andrade e sua equipe técnica sempre foram muito exigentes na diversificação, explorando ao máximo as potencialidades das muitas espécies dos eucaliptos. A "Coleção de Espécies de Eucalyptus" (1919) e o "Arboretum" (1937 - com mais de duas centenas de espécies de plantas) foram implantados para fins comparativos e demonstrativos. Essas coleções persistem como museus vivos para a eucaliptocultura no Brasil. Nesse horto, foram experimentadas 144 espécies de Eucalyptus e Corymbia - muitas não se adaptaram, mas muitas ainda mostram sua majestosidade aos visitantes e curiosos. Navarro de Andrade se encantava com as diferenças de cores, desenhos, resistências, densidades e demais características dessas madeiras. A cada uma buscava o melhor potencial de utilização, quer fosse como lenha, carvão vegetal, papel, móveis, forros, construção civil, etc. Há no museu uma bobina histórica de um dos primeiros papéis produzidos a partir de madeira de eucaliptos brasileiros crescidos em Rio Claro, bem como alguns exemplares do jornal "O Diário de São Paulo" - edição de 19/05/1934 - fabricado com papel contendo fibras de eucalipto.
Todas essas surpreendentes coleções merecem ser vistas, admiradas e preservadas, pois são patrimônios culturais e históricos do setor de base florestal desse nosso País. Pensando nisso, a atual administração do museu criou uma "cápsula do tempo", contendo documentos relevantes dessa história e da cidade de Rio Claro e que foi enterrada em setembro de 2009, para somente ser aberta em 100 anos mais. Ou seja, no momento em que a FEENA completar seu segundo centenário. Essa cápsula descansará por 100 anos ao lado da estátua de Edmundo, na frente do prédio do museu. Caberá a nós, povo desse imenso País, ajudar a conservar esse patrimônio para que toda essa história se perpetue por muitos séculos mais.
Próximo ao edifício que abriga o museu, também existe um outro prédio histórico, que pode-se muito bem dizer que se trataria de um importante anexo desse museu. É o conhecido Solar, ou a "Casa de Edmundo Navarro de Andrade", que ali morou por 25 anos com sua esposa Angelita Navarro de Andrade. Essa casa, em estilo colonial, foi sede da Fazenda Santo Antônio, onde residiam os antigos donos da fazenda, pessoas da nobreza brasileira e da elite cafeeira paulista. Hoje, o Solar abriga um importante acervo de móveis, livros e fotografias. No Solar, tudo que ali está ocupando algum espaço tem algo a ver com os eucaliptos: móveis, livros, prateleiras, adornos, quadros, telefones, enfim, uma riqueza enorme e diversificada de produtos derivados dos eucaliptos.
Uma outra preciosidade que a FEENA dispõe, mas que não faz parte do Museu do Eucalipto (mas que bem poderia fazer) são os "Herbários de Espécies de Eucalyptus", com dezenas de excicatas muito bem preservadas. Um desses herbários (com 95 espécies) foi um presente recebido do famoso eucaliptólogo de New South Wales - Austrália, Dr. Joseph Henry Maiden (http://en.wikipedia.org/wiki/Joseph_Maiden), que recebeu Edmundo naquele país em 1913 para um tipo de treinamento e se encantou com o conhecimento do mesmo e seu entusiasmo na missão que desempenhava no Brasil. Outras centenas de excicatas (55 espécies de eucaliptos) foram produzidas a partir de material colhido dos hortos e de outras partes e estados do Brasil pelos próprios técnicos do Serviço Florestal da Cia. Paulista. Há ainda muitas excicatas de espécies nativas, Pinus, etc. Um dos melhores herbários disponíveis no Brasil. Bem que poderia ser digitalizado e colocado online na web: uma sugestão aos gestores da FEENA. Algum que agradaria aos brasileiros e a todos que fazem parte do mundo dos eucaliptos.
Fica claro, para os que visitam a FEENA como um todo, que Edmundo não foi apenas um talentoso engenheiro agrônomo que desenvolveu com sucesso no Brasil os eucaliptos através de plantações florestais para múltiplos usos. Ele fez tudo isso, mas com enorme e vigorosa paixão, com muito entusiasmo e competência. Tentava de todas as maneiras que dispunha na época comunicar para a sociedade brasileira quais os benefícios que essas árvores maravilhosas ofereciam para a população. Se vivesse nos dias de hoje, com as facilidades que dispomos na mídia, Edmundo com certeza nos ensinaria muito com sua forma apaixonada de fazer as coisas e de promover suas verdades. Muito mais do que um pioneiro, enxergo em Edmundo Navarro de Andrade um dos mais talentosos e determinados inovadores que já ouvi falar em nosso setor. Uma grande lástima não poder conhecê-lo pessoalmente.
Conheçam um pouco mais do Museu do Eucalipto e do Solar através dessas referências e coleções de imagens:
Museu do eucalipto: as mil e uma utilidades do eucalipto mostradas em um museu de São Paulo. (Eucalyptus museum: the one thousand and one uses of the Eucalyptus are proved in a museum in Sao Paulo state). João Teixeira. Artigo publicado na revista O Papel (Agosto, 2002). (em Português)
http://www.celso-foelkel.com.br/artigos/outros/Museu%20do%20eucalipto.pdf
Museu do Eucalipto. Marco Aurélio Álvares da Silva. Acesso em 24.09.2009. (em Português)
http://www.geocities.com/MotorCity/Street/4741/museurc.html
Imagens do Museu do Eucalipto e do Solar onde vivia Edmundo Navarro de Andrade no Horto Florestal em Rio Claro/SP - Brasil:

Imagens Google:

http://images.google.com.br/images?gbv=2&hl=pt-BR&sa=1&q=
%22museu+do+eucalipto%22&btnG=Pesquisar+imagens&aq=f&oq=&start=0 (Museu do Eucalipto)
http://images.google.com.br/images?gbv=2&hl=pt-
BR&sa=1&q=%22casa+de+navarro+de+andrade%22&btnG=Pesquisar+imagens&aq=f&oq=&start=0 (Casa ou Solar de Edmundo Navarro de Andrade)
http://images.google.com.br/images?hl=pt-BR&source=
hp&q=solar+%22edmundo+navarro+de+andrade%22&gbv=2&aq=f&oq (Casa ou Solar de Edmundo Navarro de Andrade)

Imagens Flickr:

http://www.flickr.com/photos/mcrodini/1110195087/
Fotos Celso Foelkel, Luiz Ernesto Barrichelo e pessoal FEENA:
http://www.eucalyptus.com.br/GalleryFE_03/ (Museu do Eucalipto)
http://www.eucalyptus.com.br/GalleryFE_04/ (Casa ou Solar de Edmundo Navarro de Andrade)

O Mundo dos Eucalyptus
Estado de São Paulo - Brasil

O estado de São Paulo é a principal força econômica do Brasil. Isso ele consegue graças ao dinamismo de sua moderna indústria e competitivo agronegócio, ao seu networking de serviços, ao seu povo trabalhador, às universidades e instituições de pesquisa qualificadas, à sua infra-estrutura especial (portos, aeroportos e principalmente rede rodoviária), etc. Por essa razão, praticamente quase todas as grandes empresas brasileiras optam por terem escritórios centrais ou representações em São Paulo. Igualmente, São Paulo abriga algumas centenas de associações de classe, técnicas e patronais, sindicatos, empresas de consultoria, etc. Trata-se definitivamente do centro nervoso, educacional e intelectual do Brasil.
Em sua área de 248,3 mil quilômetros quadrados, vive uma população estimada em 40 milhões de habitantes. Na região metropolitana de sua capital, a "grande São Paulo", vivem e trabalham entre 16 a 18 milhões de pessoas. Pode-se dizer que São Paulo tem dimensões econômicas e populacionais de muitos países de nosso planeta.
Sua indústria é pujante em praticamente todos os setores, bem como o é a de base florestal. Destacam-se nesse particular as produções de papel e celulose, mobiliário, painéis e chapas de madeira, produtos de madeira de maior valor agregado (esquadrias, pisos, forros, janelas, etc.), óleos essenciais, borracha, etc. Igualmente forte é o agro-negócio, que hoje tem na cana-de-açúcar, laranja, café, soja, frutas, horticultura e pecuária alguns de seus mais expressivos números. As plantações florestais de Eucalyptus, Pinus e Hevea brasiliensis também se destacam. São Paulo possui hoje uma cobertura florestal total de 4,6 milhões de hectares, o que equivale a 18,5% de sua área territorial. Desse total, cerca de 1,2 milhões de hectares são de florestas plantadas - Eucalyptus (935.000 hectares), Pinus (298.000 ha) e seringueira (77.000 ha). Ou seja, a área total de florestas plantadas equivale a 4,8% da área do estado. Some-se a isso, a área preservada significativa de matas naturais do próprio setor de base florestal, que é sem dúvidas um dos maiores preservadores de áreas de florestas naturais do estado.
São Paulo hoje é o segundo maior produtor de florestas plantadas do Brasil, só ficando atrás do estado de Minas Gerais, que possui 1,43 milhões de hectares (eucaliptos em MG = 1,28 milhões ha e Pinus = 145.000 ha). Cerca de 26 milhões de metros cúbicos de toras de madeira são colhidas anualmente dessas florestas plantadas para abastecer a indústria, muitas caldeiras de biomassa e também negócios menores que dependem de lenha (restaurantes, olarias, padarias, etc.). O maior consumidor é o setor de celulose e papel, que consome 65% desse total. Além do uso industrial, é significativo o consumo de madeira energética para gerar energia em caldeiras a biomassa. Estima-se que isso represente cerca de 11 milhões de metros cúbicos de lenha. Também merece ser ressaltada a produção de folhas de eucaliptos (13.200 toneladas) para produção de óleo essencial. Para esse uso, a espécie principal é Corymbia citriodora, que rende entre 10 a 18 quilogramas de óleo essencial por tonelada de folha destilada. Nesse extrato, o conteúdo de citronelal é de 65 a 88% (http://www.ipef.br/publicacoes/scientia/nr56/cap11.pdf).
O estado de São Paulo é ainda o maior produtor brasileiro de borracha natural a partir de florestas plantadas de seringueira (Hevea brasiliensis). Há enormes expectativas para um rápido crescimento dessa cultura florestal no norte do estado de São Paulo (http://www.ipef.br/identificacao/hevea.brasiliensis.asp).

A principal destinação das florestas de eucalipto em São Paulo é para produção de celulose e papel. São Paulo é o maior produtor de papel branco de impressão e escrita no Brasil (1,97 milhões de toneladas em 2008, ou seja, 69% da produção do país). Também produz diversos tipos de papéis especiais, de embalagem, cartões, papéis sanitários, etc. Com isso, sua participação na produção de todos os tipos de papel no Brasil é de 43%. Na celulose branqueada de fibra curta, seu "market share" é de 34%. São números definitivamente significativos.
Pode-se perfeitamente afirmar que graças às florestas plantadas, o estado de São Paulo supre suas necessidades internas de madeira, manufatura produtos para exportar para outros estados e países, gera divisas e riquezas e uma enormidade de empregos. Enfim, os eucaliptos são fundamentais para a economia e bem-estar da população.
Toda essa atividade florestal começou há pouco mais de um século, quando as primeiras plantações florestais foram testadas com sucesso pela Cia. Paulista de Estradas de Ferro no município de Jundiaí e logo depois, em 1909, no Horto Florestal de Rio Claro, hoje Floresta Estadual "Edmundo Navarro de Andrade".
A Cia. Paulista de Estradas de Ferro tinha um consumo enorme de madeira, tanto para alimentar como combustível as suas locomotivas, como para produzir dormentes e moirões de cerca. As estimativas eram de que cerca 600.000 m³/ano eram necessários como lenha e 1.000.000 de dormentes/ano. Além da Paulista, haviam outras empresas ferroviárias com grande consumo também no estado: Mogiana, Sorocabana, Noroeste, Bragantina, Central do Brasil e Santos-Jundiaí. Para atender toda essa demanda de madeira, cortavam-se cerca de 35.000 hectares de matas nativas ao ano. Por outro lado, as matas nativas estavam ficando cada vez mais distantes dos consumidores. Havia que se mudar o modelo e rápido.
Com essa ameaça e exigência nasceu a silvicultura no Brasil, tendo o estado de São Paulo como seu berço. Assim motivado, Edmundo Navarro de Andrade abraçou a causa do reflorestamento em São Paulo. Primeiro, junto à Cia. Paulista e logo depois para o estado de São Paulo como um todo. Isso porque, em 1911, o Governo do Estado decidiu dinamizar o Serviço Florestal de São Paulo, um órgão ligado à Secretaria de Agricultura da época. Navarro de Andrade foi nomeado superintendente desse órgão. Isso permitiu a Edmundo trabalhar seu projeto de plantar eucaliptos tanto na Cia. Paulista, como junto aos agricultores paulistas.

Edmundo Navarro de Andrade imprimiu forte ênfase econômica ao Serviço Florestal de São Paulo, desagradando inclusive alguns pesquisadores mais acadêmicos, como Alberto Loefgren, que tinha relevante papel nas pesquisas científicas do Horto Botânico de São Paulo. Isso não abalou Edmundo, que sempre foi muito determinado e tinha ainda força política para cumprir sua missão, na qual acreditava como poucos. Relata-se que Navarro de Andrade foi responsável pelo plantio de cerca de 24 milhões de árvores de eucaliptos no estado de São Paulo, o que lhe conferiu o rótulo de "o pai da eucaliptocultura no Brasil". As plantações paulistas serviram de exemplo para outros estados brasileiros, como Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Entretanto, nessa época já se encontravam plantas de eucalipto por todo o Brasil. As primeiras espécies bem sucedidas foram: E.saligna, E.grandis, E.botryoides, E.viminalis, E.tereticornis, E.robusta, E.urophylla ("E.alba" de Rio Claro), E.paniculata, Corymbia citriodora, Corymbia maculata, E.camaldulensis, E.pilularis, E.propinqua, E.microcorys, E.triantha, E.punctata, dentre outras. Já naquela época se falava em hibridação. Recomendava-se também o plantio do híbrido "paulistana", que era um híbrido natural de E.globulus e E.robusta.
Em função desse pequeno histórico, pode-se concluir que a cultura dos eucaliptos foi introduzida exatamente para suprir a demanda por madeira que estava em falta no estado. Com o reflorestamento, a vegetação natural, já tão degradada pelos ciclos do café e da cana, podia ser preservada e conservada como um patrimônio natural. Associavam-se economia e ambiente, que somados à geração de empregos e riquezas para a população, apontava já naquela época o caminho para a sustentabilidade.

Até o início da década de 1960, as imprecisas estimativas estatísticas oferecem números que não são muito definitivos para as áreas de florestas plantadas com eucaliptos no Brasil, das quais acreditava-se que 80% estavam no estado de São Paulo. Estima-se também que em São Paulo existiam entre 400 a 600 mil hectares de plantações de eucaliptos naquela época. A Cia. Paulista possuía 18 hortos com área global de 24.387 hectares e aproximadamente 42,6 milhões de árvores de eucaliptos (dados de 1957). Verifica-se então o sucesso do programa de fomento e motivação para que outros também plantassem eucaliptos no estado. De seus eucaliptais, o Serviço Florestal da Cia. Paulista forneceu, até dezembro de 1957, um total de aproximadamente 6,65 milhões de metros cúbicos de lenha. Também colocou no mercado quase 36 mil quilogramas de sementes selecionadas para alavancar as plantações com eucaliptos no Brasil.
Em função da grande demanda de madeira para futuros projetos industriais, o governo brasileiro instituiu, a partir de 1966, um programa de incentivos fiscais ao reflorestamento para aumentar a área plantada e a oferta de madeira. Daquela época até o presente momento, o Brasil cresceu sua área plantada para cerca de 3,8 milhões de hectares de florestas de eucaliptos. Esses milhões de árvores existentes hoje em todos os estados do país, oferecem suas fibras, folhas, madeiras e cascas para o povo da nação brasileira consumir em usos domésticos, energéticos e industriais.
O principal e mais notável sucesso dos eucaliptos foi a produção de celulose e papel. Essa invenção brasileira começou com testes feitos no Forest Products Laboratory, em Madison, Wisconsin, USA, com material levado por Edmundo Navarro de Andrade em 1924 e terminados os estudos em 1925. Diversas empresas passaram a se valer dessas fibras a partir de 1930, tais como: Gordinho Braune, Cícero Prado, Melhoramentos, Suzano, Simão, etc. A Cia. Suzano de Papel e Celulose foi uma das empresas pioneiras no mundo a produzir celulose kraft branqueada, e logo a seguir, papel branco contendo 100% de fibras de eucalipto como material celulósico. Isso aconteceu em meados dos anos 1950's e 1960's
(http://www.suzano.com.br/portal/main.jsp?lumPageId=402880911B3199
F7011B327EF45632FF&itemId=402880911B7FD47B011B8F2414927A61
).

Todos esses fatos históricos foram-se alinhavando de forma magnífica, permitindo a construção de uma indústria de base florestal vitoriosa e sustentável, que tem sido um paradigma de sucesso e conquistas cada vez maiores para o Brasil. Esse caminho de sucessos começou com florestas plantadas para lenha e dormentes, evoluiu para produção de celulose e papel, chapas de fibras, painéis de madeira, etc. Hoje, resulta em se ter praticamente todos os produtos madeireiros do país contendo eucaliptos. Exatamente como sonhava e pregava o Dr. Edmundo Navarro de Andrade.
Além das referências da literatura abaixo, praticamente todas as referências de literatura e euca-links disponibilizados nessa edição da Eucalyptus Newsletter estão relacionados ao estado de São Paulo e à história da eucaliptocultura em seus primeiros anos no Brasil. Uma edição que visa resgatar e perpetuar essa história maravilhosa, como uma forma de esclarecer a Sociedade sobre nossas conquistas e desenvolvimentos. E também sobre nossas aspirações de se buscar continuamente o desenvolvimento sustentável, meta que foi perseguida por Edmundo e equipe, mesmo sem saber o significado dessa terminologia.

Referências da literatura e sugestões para leitura:

Relatório estatístico BRACELPA 2008/2009. BRACELPA - Associação Brasileira de Celulose e Papel. 58 pp. Acesso em 02.10.2009. (em Português)
http://www.bracelpa.org.br/bra/estatisticas/pdf/anual/rel2008.pdf

Eucaliptocultura.
Cia Suzano de Papel e Celulose. Acesso em 25.09.2009. (em Português)
http://www.suzano.com.br/portal/main.jsp?lumPageId
=2C9080C91BECDA70011BEDA3AC92464D


O eucalipto no Brasil.
Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Acesso em 25.09.2009. (em Português)
http://www.almg.gov.br/Publicacoes/Eucalipto/brasil_minas.pdf

Papel com celulose de eucalipto.
Inventa Brasil. Galeria de Inventores Brasileiros. Acesso em 25.09.2009. (em Português)
http://www.redetec.org.br/inventabrasil/celeuca.htm
Valor da produção florestal do estado de São Paulo em 2008. E.P. Castanho Filho; P.J. Coelho; J.A. Ângelo; L.F.C.A. Feijó. Informações Econômicas 39(6): 89 - 93. (2009) (em Português)
ftp://ftp.sp.gov.br/ftpiea/publicacoes/IE/2009/tec9-0609.pdf

Anuário estatístico da ABRAF: ano base 2008.
ABRAF - Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas. 129 pp. (2009) (em Português)
http://www.abraflor.org.br/estatisticas/ABRAF09-BR.pdf
Produção da extração vegetal e da silvicultura 2007. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 45 pp. (2008) (em Português)
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/pevs/2007/pevs2007.pdf
Estudo setorial ABIMCI: ano base 2007. ABIMCI - Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente. 56 pp. (2008) (em Português)
http://www.abimci.com.br/index.php?option=com_docman&task=
doc_download&gid=6&Itemid=37

Fatos e números do Brasil florestal. SBS - Sociedade Brasileira de Silvicultura. 110 pp. (2007) (em Português)
http://www.sbs.org.br/FatoseNumerosdoBrasilFlorestal.pdf
O eucalipto - Um século no Brasil. The eucalypt - a century in Brazil. L.R.S. Queiroz; L.E.G. Barrichelo. Duratex/Ministério da Cultura. 132 pp. (2007) (em Português e Inglês)
http://www.celso-foelkel.com.br/artigos/outros/O%20Eucalipto_Duratex.pdf
Os eucaliptos no Brasil. C.Foelkel. Eucalyptus Newsletter nº 05. (2006) (em Português)
http://www.eucalyptus.com.br/newspt_jul06.html#quatorze

Melhoramento genético dos eucaliptos.
M. Ferreira. Revista Opiniões Março/Maio. (2006). (em Português)
http://www.revistaopinioes.com.br/cp/materia.php?id=411
A gênese da agricultura e da silvicultura moderna no Estado de São Paulo. M.R. Ferraro. Dissertação de Mestrado. ESALQ/USP - Universidade de São Paulo. 120 pp. (2005) (em Português)
http://www.ufra.edu.br/pet_florestal/downloads/Navarro.pdf

A contribuição do setor de sementes do LCF/IPEF para a silvicultura intensiva brasileira
. M. Ferreira. IPEF 46: 08 - 31. (1993) (em Português)
http://www.ipef.br/publicacoes/scientia/nr46/cap01.pdf

Ligeiras notas históricas e estatísticas.
Serviço Florestal. Companhia Paulista de Estradas de Ferro. 11 pp. (1958) (em Português)
http://www.rc.unesp.br/ib/ecologia/caeco/biblioteca.htm (Onde se encontra um exemplar disponível para leitura)

Referências Técnicas da Literatura Virtual
Livros Históricos sobre os Eucaliptos escritos por Edmundo Navarro de Andrade, Armando Navarro Sampaio e Octávio Vecchi

O engenheiro agrônomo Edmundo Navarro de Andrade (1881-1941) foi um grande brasileiro, autor de um dos maiores feitos para a economia, ciência, tecnologia e pela Sociedade Brasileira. Ao estudar com determinação, competência técnica e muita paixão os eucaliptos e os manejar e plantar de forma criativa e pioneira no Brasil em florestas homogêneas a partir de 1904, em pesquisas iniciais em Jundiaí/SP e depois em Rio Claro/SP, ele colocou em solo fértil as sementes para o sucesso da atual silvicultura brasileira. As plantações florestais com eucaliptos hoje produzidas e manejadas no Brasil são as mais produtivas do mundo, graças não apenas à genética e à adaptação dessas árvores às condições regionais, mas também muito em função de pessoas que se dedicaram com afinco a estudar, pesquisar, otimizar, inovar e desenvolver tecnologias para obtenção dessas altas produtividade e sustentabilidade.
Entretanto, Navarro de Andrade não se preocupou apenas em realizar um grande feito profissional. Ele teve também que comprovar que suas idéias eram factíveis e de boa sustentabilidade (já naquela época, com outros nomes e palavras). Além disso, precisava promover e fomentar os novos processos para produção de madeira para abastecimento da Companhia Paulista de Estradas de Ferro (http://www.geocities.com/jblago/cpef_historia.html), para quem trabalhava no sentido de suprir matérias-primas e lenha/biomassa energética. Por essa razão, além de criar um Museu do Eucalipto, em Rio Claro, para promover os plantios e os usos da madeira do eucalipto, ele procurou registrar todas as vantagens e maneiras de se transformar em benefícios para a sociedade a cultura dessas árvores. Isso ele fez muito bem através de inúmeras publicações, como livros, artigos em revistas, entrevistas, cartilhas, cartazes, manuais, etc. Para isso, contava também com o entusiasmo e qualificação de sua equipe e amigos, onde se destacavam dentre outros Armando Navarro Sampaio e Octávio Vecchi.
Essa vasta e riquíssima obra não poderia de forma alguma se perder com o desenrolar da história. Não podemos deixar, como brasileiros, que as luzes se apaguem ou diminuam de intensidade com o transcorrer dos anos. Por essa razão, a parceria entre a ABTCP - Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel, Grau Celsius e IPEF - Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais, com apoio de diversos parceiros e colaboradores, tais como: Alfredo Navarro de Andrade; Denise Zanchetta e Rafael José Camarinho (Floresta Estadual "Edmundo Navarro de Andrade"); Francisco José do Nascimento Kronka (Instituto Florestal do Estado de São Paulo); Augusto Jerônimo Martini (historiador); Luiz Ernesto George Barrichelo, Marialice Metzker Poggiani e Paulo Sérgio Beraldo (IPEF); Alberto Mori, Afonso Moura, Denise Araújo, Patrícia Capo e Patrícia Féra (ABTCP); dentre outros. Com esse apoio todo alcançamos essa conquista e resgate histórico. As facilidades que a web oferece pela disponibilização dessas obras em formato digital colocarão em definitivo essa literatura para acesso público mundial. Com muita certeza seria aquilo que Edmundo, Armando e Octávio gostariam. Afinal, aqueles que escrevem livros o fazem para que outros os leiam, e quantos mais leitores melhor, não é mesmo?
Um agradecimento muito especial a Alfredo Navarro de Andrade, descendente direto de Edmundo, que era seu tio-avô, e que nos abriu todas as portas para essa realização, oferecendo aos brasileiros e aos cidadãos de nosso mundo a oportunidade de conhecer mais sobre os feitos de seus antepassados. Na realidade, Alfredo tem relação de parentesco também com Armando Navarro Sampaio (primos em segundo grau) e com Octávio Vecchi (que foi também seu tio-avô).
A todos vocês que nos ajudaram nessa missão, agradeço de todo meu coração brasileiro e eucalíptico, pela valiosa colaboração, motivação e entusiasmo.
Estamos a seguir disponibilizando para a Sociedade Mundial, um pouco da história dos eucaliptos no Brasil, através de 10 obras de Edmundo Navarro de Andrade, Armando Navarro Sampaio e Octávio Vecchi. São preciosidades inigualáveis e únicas, que agora podem ser acessadas por qualquer internauta ou cidadão, em qualquer lugar e momento no mundo todo. Claro que a qualidade das digitalizações pode deixar a desejar em alguns momentos, afinal, são obras antigas e muitas em não muito bom estado de conservação. Mas aí mesmo que está o bonito disso tudo - conseguir se preservar esses conhecimentos justo no momento em que se deveria fazê-lo. E como são magníficas as imagens desses livros antigos. Elas encantam nossa mente e alma. E os textos então, contando todas as inimagináveis proezas desses pioneiros: seus estudos, observações, conclusões e recomendações. Muitas delas parecem que foram feitas nos dias de hoje, tal a sua atualidade.
Ficamos extremamente felizes e orgulhosos por termos conseguido essa realização em favor dos eucaliptos. Acreditamos que com ela, permitiremos que as atuais e futuras gerações de brasileiros poderão entender mais sobre os eucaliptos e sobre o valor dos mesmos para nossa Sociedade.
Só lhes peço paciência para fazer o downloading das obras, pois se converteram em arquivos relativamente pesados pelo fato de terem sido feitas digitalizações preservando as cores dos documentos originais. Para prevenir sua impaciência, mostramos ao lado de cada título o tamanho do arquivo em MB. Os arquivos estão zipados (WinZip) e em PDF (Adobe Acrobat). A melhor alternativa para abrir e salvar os mesmos seria usar o botão direito de seu mouse e se valer da ferramenta "Salvar destino como...". Através dela se pode acompanhar o descarregamento digital do arquivo e sua dimensão em MB.
A vocês leitores, que farão uso dessas obras, desejamos uma boa leitura. Se gostarem, por favor, divulguem para que outras pessoas possam também usufruir desse maravilhoso banco de dados históricos e culturais.

Livros digitalizados para downloading:
A cultura dos Eucalyptus. E.N. Andrade. Typographia Brazil de Rothschild & Comp. 154 pp. 36.1 MB. (1909)
http://www.celso-foelkel.com.br/arquivos_Navarro/outros_livros/
01_Cultura%20do%20Eucalyptus.zip

A cultura dos eucalyptos nos Estados Unidos. E.N. Andrade. Typographia Brazil de Rothschild & Comp. 107 pp. 35.9 MB. (1910)
http://www.celso-foelkel.com.br/arquivos_Navarro/outros_livros/
02_A%20Cultura%20do%20Eucalyptus%20nos%20Estados%20Unidos.zip

Manual do plantador de eucaliptos.
E.N. Andrade. Typographia Brazil de Rothschild & Comp. 339 pp. 36.8 MB. (1911)
http://www.celso-foelkel.com.br/arquivos_Navarro/outros_livros/
03_Manual%20do%20plantador%20de%20Eucalyptos.zip

Utilidade das florestas. E.N. Andrade. Secretaria da Agricultura, Commércio e Obras Públicas do Estado de São Paulo. Typographia Alongi. 103 pp. 41.4 MB. (1912)
http://www.celso-foelkel.com.br/arquivos_Navarro/outros_livros/
04_Utilidade%20das%20Florestas.zip

Les bois indigènes de São Paulo. Contribution a l'étude de la flore forestière de l'etat de S.Paulo. E.N. Andrade; O. Vecchi. Cia. Paulista de Estradas de Ferro. Typographia Alongi & Miglino. 376 pp. 74.8 MB. (1916)
http://www.celso-foelkel.com.br/arquivos_Navarro/outros_livros/
05_Les%20Bois%20Indig%E8nes%20de%20S%E3o%20Paulo.zip
Também disponível em:
http://www.archive.org/download/lesboisindigne00nava/lesboisindigne00nava.pdf (16.2 MB)
http://www.archive.org/stream/lesboisindigne00nava#page/n7/mode/2up (Leitura online)

Os eucalyptos - sua cultura e exploração. E.N. Andrade; O. Vecchi. Typographia Brazil de Rothschild & Comp. 238 pp. 62.0 MB. (1918)
http://www.celso-foelkel.com.br/arquivos_Navarro/outros_livros/06_Os%20Eucalyptos%20-
%20sua%20Cultura%20e%20Explora%E7%E3o%20(em%20partes).zip


O problema florestal no Brasil.
E.N. Andrade. O Estado de São Paulo. 104 pp. 32.5 MB. (1922/1923)
http://www.celso-foelkel.com.br/arquivos_Navarro/outros_livros/
07_O%20Problema%20Florestal%20no%20Brasil.zip


Instrucções para a cultura do eucalypto.
E.N. Andrade. Cia. Paulista de Estradas de Ferro. 58 pp. 20.6 MB. (1936)
http://www.celso-foelkel.com.br/arquivos_Navarro/outros_livros/08_Instruc%
E7%F5es%20para%20a%20cultura%20do%20eucalypto.zip


O eucalipto.
E.N. Andrade. 1ª Edição (histórica). Chácaras e Quintais. 118 pp. 64.0 MB. (1939)
http://www.celso-foelkel.com.br/arquivos_Navarro/outros_livros
/09_O%20Eucalipto%20(Primeira%20Edi%E7%E3o).zip

O eucalipto. E.N. Andrade. 2ª Edição (revisão por Armando Navarro Sampaio e equipe técnica da Cia. Paulista de Estradas de Ferro). Cia. Paulista de Estradas de Ferro. Apresentado em partes. (1961)
http://www.celso-foelkel.com.br/artigos_outros12.html

Curiosidades e Singularidades acerca dos Eucaliptos
por Ester Foelkel
(http://www.celso-foelkel.com.br/ester.html)
Nessa edição: Dormentes de Madeira de Eucalipto

Os dormentes são estruturas fundamentais para a malha ferroviária de qualquer parte do mundo, possuindo a importante função da transmissão de esforços e carga do trem ao lastro que suporta toda a estrutura. Os dormentes servem de berço e suporte aos trilhos, promovendo equilíbrio e segurança entre o maquinário trafegante e os trilhos durante a locomoção dessas máquinas (Marzola, 2004; Alves e Sinay, s/d).
Os dormentes podem ser feitos de diversas matérias-primas tais como aço, plástico, concreto e até mesmo pedra, como eram fabricados no início do desenvolvimento das ferrovias. Entretanto, a madeira tem sido um dos componentes mais aceitos para os dormentes devido às características que confere a eles. No passado, a madeira de origem das matas nativas era abundante ao longo dos trilhos ferroviários, sendo colhida e utilizada como dormentes sem qualquer tratamento químico. Com isso, sua vida útil era reduzida nessa função. A escassez desse produto, a conseqüente elevação de seu preço (madeiras nobres) e a preocupação ambiental incentivaram a busca de outras matérias-primas, mais econômica e ambientalmente corretas para essa função. Dessa maneira, a madeira dos eucaliptos oriunda de plantações florestais hoje substitui em larga escala os dormentes de madeira nativa. Possuem durabilidade igual ou superior a 20 anos, podendo chegar aos 30 anos, até mesmo sem nenhum tratamento conservante industrial, dependendo muito da espécie considerada. Entretanto, dormentes sem tratamento para preservação não são recomendáveis, pois a madeira sempre tem sensibilidade a patógenos (Alves e Sinay, s/d).

Os dormentes de eucalipto possuem densidade, resistência e outras qualidades adequadas, garantindo o suporte ideal para resistir aos esforços dos trilhos e dos trens. Um benefício ambiental adicional da madeira do eucalipto é a absorção de carbono durante a fase do crescimento da floresta e a imobilização do carbono durante o longo tempo de uso das peças dos dormentes. Mesmo após a substituição das peças já desgastadas pelo uso nas ferrovias, há empresas que efetuam sua reciclagem, gerando novos produtos como moirões, móveis rústicos e até mesmo muitos tipos de artesanato. O cultivo do eucalipto pode ser realizado próximo à malha ferroviária também permitindo economia na logística, na colheita da floresta e na produção dos dormentes. Atualmente, há grandes áreas plantadas com eucaliptos no nosso país. Muitas dessas plantações inclusive usam terras anteriormente já degradadas pelo intenso uso agrícola. Assim, o cultivo do eucalipto auxilia na recuperação desses solos depauperados e também contribui para redução do desmatamento do remanescente de florestas nativas brasileiras. Com suas madeiras pode-se suprir a demanda de madeira para inúmeras funções, inclusive também para a fabricação dos dormentes de estradas de ferro.
Um dos principais pontos negativos dos dormentes de madeira é a sua deterioração, ocasionada pelos agentes bióticos que decompõem a matéria orgânica e pelo tempo de uso (abrasão, desgaste, etc.). Logo, tratamentos que prolonguem a vida útil das peças, aumentando a economia do processo, são essenciais. Nesses tratamentos utilizam-se produtos químicos que podem causar sérios danos ao meio ambiente e às pessoas, caso os cuidados devidos não sejam tomados. Por isso, são também buscadas novas tecnologias de preservação da madeira, assim como outros produtos ambientalmente corretos para a elaboração de dormentes ecológicos. Assim, este texto visa apresentar as vantagens ambientais e econômicas que os eucaliptos agregam aos dormentes, além de mostrar o que vem sendo realizado buscando impactos cada vez menores na Natureza.
Desde a implantação das primeiras florestas de eucalipto no Brasil, ainda no início do século passado, foram realizados muitos estudos avaliando suas propriedades como dormentes de madeira (Andrade, 1961). Isso porque quem introduziu os eucaliptos para fins comerciais em plantações foi exatamente uma empresa ferroviária, a Cia. Paulista de Estradas de Ferro. Navarro de Andrade (1961) apontou em seus primeiros estudos que a madeira de Eucalyptus globulus de povoamentos de 17 anos apresentava nove anos de vida útil como dormente.

Os primeiros dormentes de eucalipto foram usados no Brasil em 1907, na Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Eles foram importados da Austrália e pertenciam a espécies de uso específico para esse fim, como Eucalyptus marginata e Eucalyptus diversicolor (REMADE, 2003). Segundo conclusões apresentadas por Andrade (1961), os eucaliptos indicados para a fabricação de dormentes seriam os seguintes: Eucalyptus camaldulensis, E. tereticornis, E. botryoides, E. paniculata, Corymbia maculata e C. citriodora. O melhoramento genético permitiu ainda que outras espécies de eucaliptos pudessem ser cultivadas e oferecendo madeiras com propriedades ideais para o uso em ferrovias. Elas são as seguintes: E. cloeziana, E. marginata e E. diversicolor (Alves e Sinay, s/d). Outras que podem ser utilizadas como dormentes são: E. crebra, E. camaldulensis, E. microcorys, E. paniculata, E. propinqua e E. tereticornis, principalmente devido às elevadas densidade e resistências que possuem (Boland apud Shimizu e Carvalho, 2000).
De acordo com Faria (2006); Marzola (2004) e REMADE (2003), as principais propriedades da madeira que os eucaliptos devem preencher para o uso em dormentes são:

Massa específica ou densidade: As espécies de eucalipto indicadas para a elaboração de dormentes devem ter densidade elevada. Isso permite que a madeira resista aos desgastes mecânicos que deve suportar principalmente com relação ao peso das cargas pelos patins dos trilhos (REMADE, 2003).
Dureza: A dureza Janka ideal das madeiras utilizadas para dormentes deve estar entre 645 e 1.108 kg/cm². Segundo REMADE (2003), esses valores precisam ser elevados justamente porque há contato direto da madeira com a ferragem dos trilhos. Além disso, o autor também ressalta que os eucaliptos usados como dormentes apresentam dureza média superior à grande parte das madeiras de espécies nativas utilizadas para o mesmo fim.
Resistência em relação aos pregos: A madeira utilizada como dormentes deve resistir às tensões exercidas pela carga, bem como resistir ao arranquio e/ou afrouxamento de seus pregos ou parafusos, o que poderia causar alargamento dos trilhos, necessitando de manutenção com maior freqüência. Em experimento conduzido pelo IPT, REMADE (2003) citou que comparando essa resistência de diversas espécies, as madeiras de E. paniculata, E. siderophloia e C. citriodora tiveram valores superiores à grande parte das espécies nativas tradicionais testadas.

Resistência à flexão estática e módulo de elasticidade: Os dormentes de madeira devem ser rígidos e não sofrerem deformações pela ação das cargas; porém, essa rigidez tem que garantir a fixação dos trilhos, habilitando-os a ligeira movimentação na passagem das locomotivas. Tanto a resistência à flexão estática como o módulo de elasticidade de E. paniculata, E. siderophloia, C. maculata, C. citriodora foram superiores ao valores obtidos em dormentes oriundos das madeiras nativas mais utilizadas para dormentes no passado (REMADE, 2003).
Flexão dinâmica: A madeira dos eucaliptos deve ser resistente a choques mecânicos, principalmente por ter que suportar cargas rolantes de intensidade variável nas linhas férreas. Logo, os dormentes dos eucaliptos devem suportar as tensões transversais e longitudinais que essas cargas proporcionam. Também para essa propriedade, os dormentes testados de eucaliptos se mostraram superiores aos de madeiras nativas (REMADE, 2003).
Resistência ao fendilhamento: De acordo com Andrade (1961), o fendilhamento ou as rachaduras se constituem em uma das propriedades que mais depreciam algumas espécies de eucalipto para sua utilização como dormentes. Essa característica é considerada uma das mais importantes para o bom desempenho dos dormentes nas suas funções. Os eucaliptos mais resistentes ao surgimento das fendas radiais foram C. citriodora, C. maculata, E. siderophloia e E. paniculata.E. grandis e E. saligna apresentaram elevada suscetibilidade, sendo que E. tereticornis, E. rostrata e E. botryoides foram classificados como moderadamente resistentes ao fendilhamento. Esses últimos (moderadamente resistentes) necessitaram de conectores anti-rachantes ou cinta extra para evitar tal depreciação, quando utilizados como dormentes (REMADE, 2003). Andrade (1961) observou elevada perda de dormentes de eucaliptos por rachaduras de topo. A madeira desses dormentes era originária principalmente de árvores ainda jovens, constatando o autor que quanto maior o diâmetro e a idade da árvore, menores eram as chances de fendilhamento dos dormentes produzidos.

Segundo Marzola (2004), um dos grandes problemas do uso de madeira para a utilização como dormentes é a falta de qualidade, diminuindo a durabilidade dos mesmos. Para evitar problemas qualitativos e dimensionais, o governo brasileiro incentivou a criação das normas NBR 7511 e NBR 6966, as quais estipulam os padrões de tolerância permitidos para o uso da madeira como dormentes. Há dois tipos de bitolas de ferrovias que os dormentes de madeira devem ter, obedecendo às seguintes dimensões de comprimento, largura e altura: Bitola de 1,60 m – 2,80 x 0,24 x 0,17 m e Bitola de 1,00 m – 2,00 x 0,22 x 0,16 m.
A normalização técnica brasileira que rege sobre a madeira para dormentes também a qualifica em três classes:

Classe 1 – Dormentes oriundos de madeira nobre e tratada. Dentre as madeiras de maior qualidade estão nessa classe: aroeira, amoreira, jacarandá, angico, ipê, dentre outras.
Classe 2 – Nessa classe se enquadram os eucaliptos, além do jatobá, maçaranduba, peroba, pau-Brasil, angelim, dentre outras madeiras.
Classe 3 – Madeiras das espécies pertencentes tanto às classes 1 e 2; todavia, contendo defeitos considerados toleráveis. A tolerância na normalização para a madeira de dormentes enquadra defeitos de fendilhamento, nós, curvaturas, gretas, reentrâncias, furos de insetos e diferenças de altura (REMADE, 2003; Dexheimer, s/d). Com relação ao fendilhamento de topo, considerado um dos principais problemas da madeira do eucalipto, toleram-se até 25 cm de comprimento de rachaduras, quando medidas de correção como uso de grampos e cintas anti-rachaduras forem utilizadas. Já para os nós, esses nunca devem estar na zona de fixação dos trilhos, região mais sensível; nem possuirem dimensões que ultrapassem 2 cm de diâmetro e 8 cm de profundidade. Com relação à altura nas peças, diferenças entre dois pontos da mesma face não devem ultrapassar 1,5 cm (Dexheimer, s/d).
A principal desvantagem que envolve a utilização de dormentes de madeira frente a algumas outras matérias-primas é a menor durabilidade. A madeira, apesar de ser uma matéria-prima renovável, é um produto sujeito a efeitos climáticos e à ação de fungos e outros organismos depreciadores, sem contar ainda o desgaste de uso. Portanto, tratamentos químicos para prolongar a vida útil são essenciais (Marzola, 2004).

Em geral, segundo Marzola (2004) e Alves e Sinay (s/d), os tratamentos dos dormentes para aumento da sua qualidade e durabilidade são realizados em Estações de Tratamento de Dormentes (ETD), que existem nas usinas de preservação de madeiras. Os seguintes passos devem ser obedecidos para melhoria na performance dos dormentes:
Secagem dos dormentes. Primeiramente ao ar livre e depois a madeira segue para autoclave para retirada da umidade restante a vácuo.
Processamento da madeira. Etapa onde ela é perfurada, ajustada em dimensões e fresada na superfície.
Impregnação de produtos preservantes. Processo realizado em autoclave sob pressão, onde há a aplicação de produtos conservantes como creosoto (com algumas restrições de uso no Brasil), CCA (cromo-cobre-arsênico) ou CCB (cromo-cobre-boro).
Recuperação dos produtos químicos. O excesso de conservantes é extraído a vácuo na própria autoclave, sendo utilizado na conservação de outras peças tratadas a seguir.
Os produtos químicos conservantes de madeira são considerados tóxicos, necessitando de cuidados que minimizem seus possíveis danos para a natureza e aos seres vivos, entre os quais as pessoas envolvidas. Portanto, o planejamento dos processos, obtendo-se maior controle, bem como a utilização de ciclo fechado e o reuso dos elementos líquidos e gasosos são imprescindíveis.


A preocupação com o meio ambiente tem estimulado pesquisas em busca de produtos químicos com baixa toxicidade para serem usados na conservação da madeira, com alta seletividade e baixa permanência ambiental. Estudos que buscam o aumento da durabilidade da madeira ao longo de sua utilização na função também são conduzidos, reduzindo-se a necessidade de substituição de peças ao mínimo.
Ferreira (2002) estudou o dimensionamento ideal de dormentes prismáticos de C. citriodora, em busca de economia de madeira para otimização de sua utilização. Assim, testando o desempenho mecânico através de ensaios estáticos e dinâmicos em laboratório, o autor, constatou que seria possível reduzir as dimensões básicas dos dormentes sem alterar na seu desempenho qualitativo e vida útil.
A substituição dos dormentes de madeira por outros oriundos de resíduos de plásticos, de resinas e misturados com serragens de madeira também é uma outra alternativa em estudo. Ribeiro e Matthiesen (2006) estudaram a eficiência e performance de dormentes produzidos com compósito de serragem de C. citriodora e Pinus taeda junto com poliuretano derivado do óleo de mamona. Seus testes foram realizados de acordo com a norma NBR 7190/97, mostrando que a proporção que apresentou melhores resultados de módulo de elasticidade e massa específica aparente foi a com 30% de poliuretano, com 80 kg/cm² de pressão de compactação. O mesmo compósito foi submetido a testes de intempéries climáticas por dois meses, sendo os resultados considerados satisfatórios. Os autores concluíram que o compósito poderia ser classificado na classe 2 de dormentes de madeira.


A crescente demanda de madeira, assim como o aumento da preocupação com questões ambientais, devem também estimular que o uso da madeira seja cada vez mais consciente e racional, com mínimas perdas. Para isso, devem-se buscar madeiras com qualidades ideais, cumprir as especificações, monitorar as peças em sua função, trabalhar na prevenção, etc. O cumprimento das normas de qualidade de dormentes deveria ser mais rigoroso, buscando também se evitar desperdícios de madeira.
Novos estudos visando ao aumento da durabilidade de dormentes de eucalipto, o uso de compostos preservantes menos agressivos à natureza, o gerenciamento correto desses e a utilização de resíduos como serragens e plásticos, precisariam ser incentivados, aumentando assim a busca da sustentabilidade para a malha ferroviária.
Seguem alguns artigos, textos técnicos, figuras e notícias que abordam esse tema, destacando as características, classificações, principais defeitos, entre outros. Há trabalhos que inclusive tratam das vantagens e desvantagens que os dormentes de eucalipto apresentam. Confiram:

Dormentes de eucalipto tratado. ECOTRAT. Acesso em 09.09.2009
http://www.ecotratmadeira.com.br/eucaliptotratado.htm

Um sonho...uma realidade! Reciclando e garantindo o futuro. Projeto RGF. Acesso em 09.09.2009
http://www.projetorgf.com/projeto2_introducao.html

Dormentes de madeira. Dormentes Biz. Acesso em 09.09.2009
http://www.dormentes.biz/

O que fazer com dormentes e cruzetas. Que Barato. Acesso em 29.09.2009
http://www.quebarato.com.br/classificados/o-que-fazer-com-dormentes-
cruzetas-ligue-4137-7567-9454-4714-__4763562.html

Vale desenvolve tecnologia para preservar florestas. Cia. Vale do Rio Doce. (2008)
http://www.revistaintermarket.com.br/materia.php?id=1412

ALL (América Latina Logística) vai produzir dormentes e economiza 12 milhões. MS Notícias. Celulose Online. (2007)
http://www.celuloseonline.com.br/pagina/
pagina.asp?IDItem=15813&IDNoticia=13097

Dormente de madeira. EMVP/CBTU. 31 pp. (2008)
http://www.metrorec.com.br/estudos/pesquisa/manutencao/emvp/emvp15.pdf

Dormentes. In: O eucalipto. 2ª Edição. E.N. Andrade. Cia. Paulista de Estradas de Ferro. 19 pp. (1961)
http://www.celso-foelkel.com.br/arquivos_Navarro/
eucalipto/parte2/42%20-%20Dormentes.pdf

Super-estrutura ferroviária: dormentes. L. Dexheimer. Escola de Engenharia da UFRGS. Apresentação em PowerPoint: 38 slides. (s/d)
http://www.producao.ufrgs.br/arquivos/disciplinas/411_aula_5_dormentes.pdf
Artigos, monografias e dissertações/teses relacionados a dormentes de madeira:

Utilização de dureza Brinell na avaliação da resistência mecânica de madeiras.
R.A. Colenci; A.W. Ballarin. Revista Energia na Agricultura 23(1): 89 - 99. (2008)
http://www.fca.unesp.br/CD_REVISTA_ENERGIA_vol14/
vol23n22008/Artigos/Roberto%20Colenci.pdf


Utilização de materiais reciclados na fabricação de dormentes ferroviários.
B. S. Faria. Instituto Militar de Engenharia. 19 pp. (2006)
http://transportes.ime.eb.br/MATERIAL%20DE%20PESQUISA/TRABALHOS/TRAB001.pdf

Implantação de dormentes ambientalmente corretos: responsabilidade social e ambiental.
R.K. David; E.G. David; L.I. Bonenente. II Concurso de Monografias CBTU "A Cidade nos Trilhos". 22 pp. (2006)
http://www.cbtu.gov.br/monografia/2006/monografias/monografia_8.pdf
Estudo de um compósito de serragem e poliuretano para confecção de dormentes ferroviários. A. C. Ribeiro; J. A. Matthiesen. Anais do 10° EBRAMEM - Encontro Brasileiro em Madeiras e em Estruturas de Madeira.12 pp. (2006)
http://www.dec.feis.unesp.br/pos/producao2006/31.pdf
Desenvolvimento de equipamento para avaliação em campo da dureza de madeiras para dormente ferroviário. R.A. Colenci. Tese de Doutorado. UNESP/FCA - Botucatu. 112 pp. (2006)
http://www.cipedya.com/web/FileDownload.aspx?IDFile=161358

Alternativas viáveis para substituição da madeira como dormente ferroviário.
G Marzola. Universidade Anhembi Morumbi. 68 pp. (2004)
http://cursos.anhembi.br/TCC-2004/Trabalhos/017.pdf
A madeira de eucalipto para dormentes. REMADE - Revista da Madeira 75. (2003)
http://www.remade.com.br/br/revistadamadeira_materia.php?num=398&subject=Dormentes&title=A (madeira de eucalipto para dormentes)
Análise do comportamento mecânico de dormentes prismáticos de eucalipto citriodora submetidos a solicitações dinâmicas. R.D. Ferreira. Dissertação de Mestrado. UNICAMP. 123 pp. (2002)
http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000266945
http://lakh.unm.edu/handle/10229/48602

Primeira aproximação na indicação de eucaliptos para produção de madeira na região de Quaraí, RS. J. Y. Shimizu; P. E. R. Carvalho. Boletim de Pesquisa Florestal 40: 101-110. (2000)
http://www.cnpf.embrapa.br/publica/boletim/boletarqv/boletim40/shimizu.pdf
Os dormentes ferroviários, seu tratamento e o meio ambiente. G. K. A. Alves; M. C. F. Sinay. 8 pp. (s/d)
http://www.cbtu.gov.br/estudos/pesquisa/bndes_iiiriotransp/AutoPlay/Docs/artigo26.pdf

Alguns websites de fabricantes de dormentes de madeira tratada de eucaliptos
(não devem ser consideradas como indicações comerciais e sim como referências bibliográficas)
http://www.alpinaeucaliptos.com.br/index.htm (Brasil)
http://www.duronmadeiras.com.br/?link=produtos (Brasil)
http://www.icotema.com.br/site/madeira/produtos_ferrovia.php (Brasil)
http://www.kaskamadeira.com.br/?pg=inicial (Brasil)
http://www.marianiecoline.com.br/ (Brasil)
http://www.postesmariani.com.br/ferroviasmineracao.php?menu=produtos (Brasil)
http://www.reflorestareucalipto.com.br/produtos/produto.asp?codigo=8 (Brasil)


Arte e decoração com dormentes usados de madeira
(os websites sugeridos não devem ser considerados como indicações comerciais e sim como referências bibliográficas)


http://www.imafotogaleria.com.br/noticias/noticia.php?cdTexto=527 (Fotos artísticas de dormentes)
http://images.google.com.br/images?hl=pt-BR&source=hp&q=dormentes+usados+decora%C3%A7%C3%A3o+arte&gbv=2&aq=f&oq (Decoração com dormentes usados em imagens Google)
http://images.google.com.br/images?gbv=2&hl=pt-BR&sa=1&q=%22dormentes+usados%22+&btnG=Pesquisar+imagens&aq=f&oq=&start=0 (Dormentes usados)
http://www.thelandscapeshop.com/LandscapeTimber/Railway_Sleepers.htm (Dormentes usados para venda)
http://www.europanet.com.br/site/index.php?cat_id=167&pag_id=10369 (Móveis fabricados com madeira de demolição incluindo dormentes)
http://lista.mercadolivre.com.br/dormentes_DisplayType_G (Móveis fabricados com madeira de demolição incluindo dormentes)
http://www.paioldemolicoes.com.br/ (Móveis fabricados com madeira de demolição incluindo dormentes)

Euca-Links
Nessa seção, estamos colocando, como sempre, euca-links com algumas publicações e websites relevantes da literatura virtual. Basta você clicar sobre os endereços de URLs para abrir as mesmas ou salvá-las em seu computador. Nessa edição especial sobre o estado de São Paulo e sobre Edmundo Navarro de Andrade, os Euca-Links serão todos de empresas, organizações, universidades, entidades presentes nesse estado e relacionados ao estudo, negócios, utilização e manufatura de produtos a partir dos eucaliptos. Por outro lado, como São Paulo é a grande força econômica brasileira, a quantidade de Euca-Links é na verdade exageradamente grande para uma única edição de nossa newsletter. Caso alguma entidade ou empresa tenha sido esquecida, por favor, entre em contato conosco e forneça seu endereço de URL, que daremos destaque em alguma de nossas próximas edições.

Empresas de base florestal eucalíptica atuantes em São Paulo (em ordem alfabética de nome):


Conpacel - Consórcio Paulista de Papel e Celulose.
Papéis de impressão gráfica e plantações florestais de eucaliptos certificadas pelo FSC. (em Português)
http://www.conpacel.com.br
http://www.conpacel.com.br/manejoflorestal.asp (Manejo florestal pela Conpacel)
http://www.ipef.br/eventos/2008/atualizacaotecnica/01.pdf (Sobre a Ripasa e Conpacel)

Duratex. Painéis, chapas e pisos de madeira e plantações florestais de Eucalyptus e Pinus certificadas pelo FSC. (em Português e Inglês)
http://www.durafloor.com.br/Durafloor/web/ (Durafloor - Pisos laminados)
http://www.duratex-madeira.com.br/Duratex/web (Chapas e painéis de madeira)

Eucatex. Chapas, painéis de madeira de eucalipto e plantações florestais certificadas pelo FSC. (em Português, Inglês e Espanhol)
http://www.eucatex.com.br

Fibria.
Empresa de celulose de mercado de eucalipto resultante da fusão das empresas Aracruz Celulose e Votorantim Celulose e Papel. (em Português e Inglês)
http://www.fibria.com.br

International Paper do Brasil.
Papéis gráficos e para impressão. Plantações florestais de eucaliptos certificadas pelo sistema CERFLOR. (em Português, Inglês e Espanhol)
http://www.internationalpaperdobrasil.com.br
Lwarcel Celulose. Celulose de mercado e florestas plantadas de eucaliptos certificadas pelo FSC. (em Português e Inglês)
http://www.lwart.com.br/site/content/lwarcel/celulose.asp (Celulose)
http://www.lwart.com.br/site/content/lwarcel/floresta_eucaliptos.asp (Florestas de eucalipto)

Melhoramentos. Pasta de alto rendimento, papéis de impressão, editora e livraria. (em Português, Inglês e Espanhol)
http://www2.melhoramentos.com.br/melhoramentos/pt/
Nobrecel. Papéis de impressão e escrita, para fins sanitários e celulose de mercado. Plantações florestais de eucaliptos. (em Português)
http://www.nobrecel.com.br
PREMA - Tecnologia e Comércio. Preservação de madeira de eucalipto. Usina de preservação situada em anexo ao Horto Florestal de Rio Claro desde 1936. (em Português)
http://www.prema.com.br/

Suzano Papel e Celulose.
Papel de impressão e escrita e celulose de mercado. Plantações florestais certificadas pelo FSC. (em Português, Espanhol e Inglês)
http://www.suzano.com.br/portal/main.jsp?lumPageId=
402880911995F9F4011996B3176E40F8

VCP - Votorantim Celulose e Papel. Celulose de mercado e papéis especiais. Plantações de eucaliptos certificadas pelo FSC. (em Português e Inglês)
http://www.vcp.com.br/Pages/Default.aspx


Universidades com carreiras relacionadas ao setor de base florestal no estado de São Paulo:

ESALQ/USP - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" - Universidade de São Paulo. (em Português e Inglês)
A ESALQ é uma das mais tradicionais e completas escolas de engenharia agronômica e florestal do Brasil. A carreira de engenharia florestal é responsabilidade do Departamento de Ciências Florestais. Tive o privilégio de ter sido professor desse departamento e lá tenho por felicidade algumas dezenas de amigos, da maior qualificação acadêmica. Visitem nesse website os inúmeros laboratórios que fazem parte do departamento e com ciências relacionadas à engenharia florestal. Visitem também as duas estações experimentais que a ESALQ mantem para fins de ensino, pesquisa e produção de sementes florestais melhoradas.
http://www.esalq.usp.br (Website geral da ESALQ)
http://www.esalq.usp.br/departamentos/lcf/ (Departamento de Ciências Florestais)
http://lcf.esalq.usp.br/estacoes/anhembi/ (Estação experimental de Anhembi)
http://lcf.esalq.usp.br/estacoes/itatinga/ (Estação experimental de Itatinga)

Escola Politécnica. Universidade de São Paulo. (em Português e Inglês)
Uma das mais conceituadas escolas de engenharia no Brasil , destacando para nosso setor as engenharias químicas, mecânica, elétrica e eletrônica. Nosso estimado amigo Dr. Song Won Park é quem se dedica às atividades docentes e de pesquisa em celulose e papel na Poli.
http://www.poli.usp.br (Website geral da Escola Politécnica)
http://pqi.poli.usp.br/pqi/ (Departamento de Engenharia Química)

FAEF - Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal de Garça. (em Português)
http://www.faef.edu.br/cursos/graduacao/florestal2/index.asp
FAENQUIL ou EEL - Escola de Engenharia de Lorena. USP - Universidade de São Paulo. (em Português)
A EEL - Escola de Engenharia de Lorena ou FAENQUIL (Faculdade de Engenharia Química de Lorena) possui cursos de graduação e pós-graduação em engenharia química, tendo-se destacado em estudos sobre a química dos componentes da madeira, como celulose, lignina, biopolpação, etc.
http://www.faenquil.br (Website geral)
http://www.eel.usp.br (Website geral)

FAIT - Faculdade de Ciências Sociais e Agrárias de Itapeva. (em Português)
A FAIT introduziu a graduação em engenharia florestal dentre as carreiras que são lecionadas em Itapeva.
http://www.fait.edu.br/principal/index.php?option=
com_content&task=view&id=130&Itemid=86

FEQ - Faculdade de Engenharia Química. UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas. (em Português)
http://www.feq.unicamp.br (Website geral da FEQ)
http://libdigi.unicamp.br/document/list.php?tid=7 (Teses e dissertações digitais)

Instituto de Química de São Carlos. USP - Universidade de São Paulo. (em Português)
O IQSC oferece cursos de graduação e pós-graduação em química, com diversas ênfases tecnológicas. Nosso amigo professor Dr. Antônio Aprígio da Silva Curvelo destaca-se no setor de química da lignina e carboidratos da madeira.
http://www.iqsc.usp.br
UFSCAR - Universidade Federal de São Carlos. Campus de Sorocaba. (em Português)
Curso de graduação em Engenharia Florestal da UFSCAR.
http://www.uasorocaba.ufscar.br/UFSCarSorocaba.php (UFSCAR Campus Sorocaba)
http://www.uasorocaba.ufscar.br/EngenhariaFlorestal.php (Engenharia florestal)

UNESP - Universidade Estadual Paulista. Campus de Botucatu e Itapeva. (em Português)
A UNESP - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" possui a carreira de engenharia florestal em sua Faculdade de Ciências Agronômicas, em Botucatu. Essa universidade também disponibiliza a graduação em Engenharia Industrial Madeireira no seu campus de Itapeva.
http://www.fca.unesp.br/graduacao/engenharia_florestal/ (Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP em Botucatu - Curso de engenharia florestal)
http://www.fca.unesp.br/graduacao/engenharia_florestal/ (Engenharia florestal)
http://www.pg.fca.unesp.br/index.php (Programa de pós-graduação em engenharia florestal)
http://www.unesp.br/guia/engenharia_industrial_mad.php (Engenharia industrial madeireira)
http://www.fca.unesp.br/petflorestal/index.php (Programa de Educação Tutorial - PET Engenharia Florestal UNESP, que tem atualmente como tutora nossa estimada amiga Dra. Magali Ribeiro da Silva)
http://www.fca.unesp.br/pos_graduacao/Programas/ciencia_florestal/teses_dissertacoes.php (Teses e dissertações digitais)
http://folhaviva.wordpress.com/ (Blog Folha Viva do PET Engenharia Florestal da UNESP)


Institutos e laboratórios de pesquisa relacionados diretamente ao setor de base florestal no estado de São Paulo:


CEVEMAD - Centro Virtual de Pesquisas em Madeira.
(em Português)
Centro virtual de pesquisadores da UNESP, que se dedicam a promover os usos tecnológicos da madeira através de pesquisas, educação e divulgação qualificadas. Consiste em um fórum de interligação entre docentes, alunos e interessados em ciência e tecnologia da madeira.
http://www.cevemad.fca.unesp.br/index2.html

Instituto de Botânica de São Paulo.
(em Português)
Consiste na instituição de pesquisas científicas, monitoramento, conservação de espécies, educação ambiental e ensino superior na área da Botânica, ligado à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.
http://www.ibot.sp.gov.br/
http://www.ibot.sp.gov.br/educ_ambiental/educacao.htm (Jardim Botânico de São Paulo)
http://www.biodiversidade.pgibt.ibot.sp.gov.br/teses_dissert/teses_dissert.htm (Teses e dissertações)

IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo.
(em Português)
Trata-se do mais tradicional instituto de pesquisas tecnológicas do estado de São Paulo, com bem-equipados laboratórios para ensaios de qualidade de madeira, celulose e papel; dentre outros tantos laboratórios qualificados. Temos diversos amigos e pesquisadores relevantes sobre a madeira dos eucaliptos nesse centro, em especial nossos caros Geraldo Zenid, Márcio Nahuz, Maria Luiza Otero D'Almeida, José Mangolini Neves e Marisa Eiko Koga.
http://www.ipt.br (Website geral)
http://www.ipt.br/centros_tecnologicos/CT-FLORESTA (Centro de Tecnologia de Recursos Florestais)


IPEF - Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais.
(em Português e Inglês)
O IPEF possui um dos websites mais visitados no Brasil no setor de tecnologia florestal e de produtos de origem das florestas pela riqueza de dados e materiais que oferece aos visitantes (visitem a seção de publicações no website). Consiste em um consórcio de pesquisas envolvendo universidades e empresas florestais, tendo como diretor executivo o Dr. Luiz Ernesto George Barrichelo. O IPEF é parceiro tanto nesse projeto de disponibilização dos livros pioneiros de Navarro de Andrade, como de nossos Eucalyptus Online Book & Newsletter e também da PinusLetter.
http://www.ipef.br/ (Website geral)
http://www.ipef.br/publicacoes/ (Seção de Publicações Digitais)

LaMEM - Laboratório de Madeiras e de Estruturas de Madeira. (em Português e Inglês)
Laboratório de pesquisas em madeiras e uso das mesmas em estruturas, associado à Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo. Visitem a seção de teses digitais para encontrar inúmeros trabalhos sobre uso de madeiras, inclusive de eucaliptos.
http://www.set.eesc.usp.br/lamem (Website geral)
http://www.set.eesc.usp.br/lamem/bidistit.htm (Teses e dissertações digitais)

LQCE - Laboratório de Química, Celulose e Energia. Departamento de Ciências Florestais da ESALQ/USP. (em Português)
Excelente laboratório que desenvolve pesquisas acadêmicas e projetos de pesquisa para o setor de celulose e papel e de geração de energia de biomassa florestal. Destaque para nossos estimados professores Dr. Francides Gomes da Silva Júnior e Dr. José Otávio Brito. O bem-equipado laboratório de celulose e papel, recentemente inaugurado, homenageia o Dr. Luiz Ernesto George Barrichelo, tendo o nome desse nosso conhecido Professor e Pesquisador.
http://www.lqce.esalq.usp.br (Website geral)


Associações de classe representativas do setor de base florestal localizadas no estado de São Paulo:

ABIMOVEL - Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário. (em Português)
http://www.abimovel.com (Website geral)

ABIPA - Associação Brasileira da Indústria de Painéis de Madeira. (em Português e Inglês)
A ABIPA tem como sócios os principais fabricantes de painéis de madeira no Brasil.
http://www.abipa.org.br (Website geral)
ABPM - Associação Brasileira de Preservadores de Madeira. (em Português, Inglês e Espanhol)
Entidade associativa que reúne em seu quadro associativo usinas de preservação de madeira, produtores de preservativos químicos e empresas que comercializam madeira tratada.
http://www.abpm.com.br (Website geral)

ABTCP - Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel.
(em Português e Inglês)
Entidade associativa que tem-se mostrado vital para o desenvolvimento tecnológico e da qualificação técnica dos profissionais do setor de celulose e papel no Brasil. É a principal patrocinadora do Eucalyptus Online Book & Newsletter, da PinusLetter e ainda parceira nesse projeto de digitalização dos livros de Edmundo Navarro de Andrade, Armando Navarro Sampaio e Octávio Vecchi. Seus gerentes executivos são Afonso Moura (gerência técnica) e Francisco Bosco de Souza (gerência institucional).
http://www.abtcp.org.br/Home.aspx (Website geral)

ANAVE - Associação Nacional dos Profissionais de Venda em Celulose, Papel e Derivados. (em Português)
Entidade que congrega pessoal das áreas de marketing, comercial, gestão e planejamento estratégico das empresas de celulose e papel. Seu diretor executivo é nosso amigo Jahir de Castro.
http://www.anave.org.br (Website geral)
BRACELPA - Associação Brasileira de Celulose e Papel. (em Português e Inglês)
Associação dos fabricantes de celulose e papel sediados no Brasil. Tem importante papel político e institucional, além de fornecer dados estatísticos da maior credibilidade sobre o setor. A presidência da BRACELPA é desempenhada pela nossa estimada amiga Elizabeth de Carvalhães.
http://www.bracelpa.org.br/bra/index.html (Website geral)

SBS - Sociedade Brasileira de Silvicultura.
(em Português)
Sociedade representativa do setor florestal brasileiro, presente em inúmeros fóruns nacionais e internacionais representando o Brasil. Tem em sua direção executiva o amigo engenheiro florestal Rubens Garlipp. Visitem as seções de palestras e de dados estatísticos, excelentes materiais à sua disposição.
http://www.sbs.org.br (Website geral)
http://www.sbs.org.br/FatoseNumerosdoBrasilFlorestal.pdf (Dados estatísticos sobre o Brasil florestal)
http://www.sbs.org.br/secure/palestra-download.php (Palestras para downloading)


Outras organizações e empresas públicas e privadas relacionadas ao setor de base florestal do estado de São Paulo:


CBRN - Coordenadoria da Biodiversidade e Recursos Naturais.
(em Português)
Entidade pública do estado de São Paulo que tem a missão de planejar, coordenar, executar e controlar planos, programas, projetos e ações relacionados à fiscalização, à proteção e à recuperação dos recursos naturais, bem como ao uso sustentável de recursos e à conservação da biodiversidade.
http://www.ambiente.sp.gov.br/cprn.php
Celulose Online. Portal de informações e negócios para o setor de celulose e papel. (em Português)
http://www.celuloseonline.com.br (Website geral)
http://www.celuloseonline.com.br/pagina/pagina.asp?iditem=64 (Publicações sobre florestas, madeiras e celulose e papel)
http://www.celuloseonline.com.br/pagina/pagina.asp?iditem=73 (Fábricas brasileiras de celulose e papel)


CETESB - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.
(em Português)
Órgão estadual que cuida dos licenciamentos ambientais, fiscalização, monitoramento e promoção da prevenção e controle da poluição no estado.
http://www.cetesb.sp.gov.br (Website geral)
http://www.cetesb.sp.gov.br/publicacoes/publicacoes.asp (Publicações)
http://www.cetesb.sp.gov.br/Tecnologia/producao_limpa/documentos.asp (Documentos em Produção mais Limpa)

FLORESTAR São Paulo - Fundo de Desenvolvimento Florestal. (em Português)
O Florestar São Paulo é uma entidade civil de utilidade pública, mantida por um grupo de empresas com atuação na área florestal no Estado de São Paulo. Congrega organizações dos setores privado e público interessadas no desenvolvimento da atividade florestal e da preservação ambiental. Realiza e promove estudos, pesquisas, estatísticas, colabora em desenvolvimento de políticas florestais, etc.
http://www.floresta.org.br (Website geral)
http://www.floresta.org.br/index.php?interna=textos/textoseestudos&grupo=4 (Artigos e estudos)
http://www.floresta.org.br/index.php?interna=estatisticas/coberturaestadual&grupo=3 (Estatísticas de cobertura florestal de São Paulo)

Fundação Florestal - Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo. (em Português)
Trata-se de uma fundação vinculada à Secretaria de Meio Ambiente do estado de São Paulo que tem por objetivo contribuir para a conservação, manejo e ampliação das florestas de proteção e produção do Estado de São Paulo. Para isso, apóia, promove e executa ações integradas voltadas para a conservação ambiental, à proteção da biodiversidade, ao desenvolvimento sustentável, à recuperação de áreas degradadas e ao reflorestamento de locais ambientalmente vulneráveis, realizando parcerias com órgãos governamentais e instituições da sociedade civil. Também é responsável pela comercialização de produtos extraídos de florestas plantadas em áreas pertencentes ou possuídas pelo patrimônio do Estado.
http://www.fflorestal.sp.gov.br/index.php


IEA - Instituto de Economia Agrícola.
(em Português)
O Instituto de Economia Agrícola é um órgão da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que desde 1942, pesquisa, analisa, produz e divulga dados e informações econômicas para atender as necessidades da agricultura, silvicultura e da sociedade em geral.
http://www.iea.sp.gov.br (Website geral)
http://www.iea.sp.gov.br/out/publicacoesrevistas.php (Publicações)


IF - Instituto Florestal do Estado de São Paulo
. (em Português)
Entidade vinculada à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo que tem por finalidade ser o guardião da biodiversidade e das reservas de conservação florestal do estado. A missão institucional está alicerçada em pesquisa, conservação e produção, subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sócio-econômico, promovendo e executando ações de proteção do patrimônio natural e cultural e voltadas para o desenvolvimento sustentável. Seu diretor geral é nosso estimado amigo Francisco José do Nascimento Kronka.
http://www.iflorestal.sp.gov.br (Website geral)
Portal LUPA da CATI - Coordenadoria de Assistência Técnica Integral. (em Português)
Trata-se de um portal que dispõe de estatísticas, mapas e informações sobre a produção agropecuária e da silvicultura do estado de São Paulo.
http://www.cati.sp.gov.br/projetolupa/ (Website geral)
http://www.cati.sp.gov.br/projetolupa/mapaculturas/pdf/Eucalipto.pdf (Mapa das plantações de eucalipto em São Paulo, base 2007/2008)
http://www.cati.sp.gov.br/projetolupa/mapaculturas2005/Pinus.pdf (Mapa das plantações de Pinus em São Paulo, base 2005)
http://www.cati.sp.gov.br/projetolupa/mapaculturas/pdf/Seringueira.pdf (Mapa das plantações de Hevea brasiliensis em São Paulo, base 2007/2008)

Revistas Digitais Especializadas
A seguir, estamos trazendo a vocês nossa indicação para visitarem algumas revistas digitais especializadas sobre florestas, madeiras e papel e celulose produzidas no estado de São Paulo, por diversas instituições acadêmicas, associações técnicas, empresariais, portais de informações e também algumas revistas tipicamente comerciais. Nelas, vocês poderão encontrar artigos sobre os eucaliptos e descarregá-los para leitura ou arquivo. Confiram.

Boletim Informativo Celulose Online.
(em Português)
O Portal Celulose Online, com sede em Ribeirão Preto/SP, publica regularmente uma newsletter que consiste em um informativo muito atual sobre o setor de celulose e papel e de sua base florestal.
http://www.celuloseonline.com.br/pagina/pagina.asp?iditem=4281
Bragantia - Revista Online do IAC - Instituto Agronômico de Campinas. (em Português e resumos em Inglês)
Revista de Ciências Agronômicas do IAC - Instituto Agronômico de Campinas/SP, com forte ênfase em temas sobre fisiologia vegetal, nutrição de plantas, solos, biotecnologia, fitotecnia, etc. Toda a coleção dessa prestigiada revista está disponível online, desde seu número 01, de 1941.
http://www.iac.sp.gov.br/Bragantia/Bragantia.htm
Florestar Estatístico. (em Português com resumos em Inglês)
Em 1992, por meio de uma parceria entre o Florestar São Paulo - Fundo de Desenvolvimento Florestal e a Fundação Florestal do Estado de S. Paulo, foi criada a revista Florestar Estatístico, cuja missão é ser uma das melhores publicações brasileiras sobre estatísticas florestais.
http://www.floresta.org.br/index.php?
interna=estatisticas/florestarestatistico&grupo=3


Informações Econômicas do IEA - Instituto de Economia Agrícola.
(em Português e resumos em Inglês)
Trata-se de um informativo mensal muito rico em dados estatísticos e econômicos, inclusive com preços de produtos e insumos agrícolas, produções, relações entre oferta/demanda, séries históricas e artigos sobre setores da agricultura e silvicultura em São Paulo.
http://www.iea.sp.gov.br/out/publicar/ie-sumario.php
http://www.iea.sp.gov.br/out/arquivoAN.php?codTipo=16 (Artigos a partir de 1972)

Informativos em Economia Florestal - CEPEA - Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da ESALQ/USP. (em Português)
O Informativo CEPEA - Setor Florestal é uma publicação eletrônica mensal que analisa o comportamento dos preços dos produtos florestais negociados no Estado de São Paulo, bem como as transações externas do Brasil com produtos florestais, o desempenho das empresas de base-florestal e a evolução da política florestal brasileira. Tem sua origem em função da visão e ação de nosso estimado amigo professor Carlos José Caetano Bacha.
http://www.cepea.esalq.usp.br/florestal/?id_page=481
IPEF Notícias - Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais. (em Português)
Informativo trimestral com notícias técnicas das atividades do instituto e de seus associados.
http://www.ipef.br/publicacoes/ipefnoticias/
http://www.ipef.br/publicacoes/ipefnoticias/anteriores.asp

Revista Científica Eletrônica de Agronomia. (em Português com resumos em Inglês)
Revista eletrônica com periodicidade semestral da Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal de Garça/SP.
http://www.revista.inf.br/agro/
http://www.revista.inf.br/agro/index.htm


Revista Científica Eletrônica de Ciências Agrárias da FAIT Itapeva
. (em Português com resumos em Inglês)
Revista que passou a ser editada em 2006 pela FAIT - Faculdade de Ciências Sociais e Agrárias de Itapeva, contendo artigos técnicos e científicos em ciências florestais e agronômicas.
http://www.fait.edu.br/revistaagrarias/

Revista Científica Eletrônica de Engenharia Florestal.
(em Português com resumos em Inglês)
Revista eletrônica com periodicidade semestral da Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal de Garça/SP.
http://www.revista.inf.br/florestal/
http://www.revista.inf.br/florestal/pages/revista.htm


Revista de Economia Agrícola - IEA - Instituto de Economia Agrícola
. (em Português com resumos em Inglês)
Tradicional revista do IEA do estado de São Paulo que está totalmente digitalizada desde seu primeiro número publicado em 1951. A revista tem excelentes estudos sobre as diferentes produções da agricultura, pecuária e silvicultura de São Paulo. Destaco o trabalho de nosso estimado amigo e colega de turma na ESALQ, o engenheiro agrônomo Eduardo Pires Castanho Filho, que tem realizado inúmeros estudos técnicos sobre a eucaliptocultura, heveicultura e outras culturas florestais do estado de São Paulo. Eduardo também possui muitos artigos sobre aspectos econômicos das plantações florestais em São Paulo na revista Florestar Estatístico.
http://www.iea.sp.gov.br/out/rea.php
http://www.iea.sp.gov.br/out/publicar/rea-sumario.php
http://www.iea.sp.gov.br/out/busca.php?buscaBox=
eduardo+pires+castanho&tipo=simples (artigos elaborados pelo Eduardo P. Castanho Filho e co-autores)


Revista do Instituto Florestal de São Paulo.
(em Português com resumos em Inglês)
Revista de periodicidade semestral e que publica trabalhos técnicos, científicos e aplicados em sua maioria originados de estudos feitos pelo corpo técnico (ou em parceria) do Instituto Florestal de São Paulo.
http://www.iflorestal.sp.gov.br/publicacoes/Revista_if/index.asp
Revista Energia na Agricultura. (em Português com resumos em Inglês)
Revista criada para veicular informações científicas sobre energia na agricultura e silvicultura, inclusive sobre temas de biomassa energética. A revista é uma criação do programa de pós-graduação em Agronomia da FCA - UNESP (Botucatu)
http://www.fca.unesp.br/CD_REVISTA_ENERGIA_vol14/index.htm

Revista Nosso Papel.
(em Português)
A revista Nosso Papel é um informativo de comunicação para a sociedade e para o pessoal geral que trabalha no setor de celulose e papel. Por isso, vale-se de uma redação menos técnica e mais coloquial, exatamente para poder atingir esse tipo de público. É criação da ABTCP - Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel.
http://www.abtcp.org.br/Pagina.aspx?IdSecao=137,145

Revista O Papel Online.
(em Português com artigos técnicos e reportagens também em Inglês)
A revista O Papel é o principal veículo de informação e comunicação técnica do setor de papel e celulose brasileiro. É uma revista mensal editada pela ABTCP - Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel, sendo uma das mais antigas revistas setoriais da América Latina, estando em seu ano LXX de publicações regulares. Esse ano, iniciou-se com publicações digitais e online, tendo sido criado um website especial para a revista. Nele, tanto se pode descarregar edições recentes e completas da revista, como também navegar, pesquisar e ler assuntos selecionados, etc. Como ex-presidente da ABTCP e grande batalhador para que essa revista se tornasse digital, fui agradavelmente surpreendido pela forma interativa que a estimada amiga Patrícia Capo e equipe montaram no website que abriga a revista. Parabéns ABTCP.
http://www.revistaopapel.org.br/
http://www.revistaopapel.org.br/edicoes_impressas.php (Edições completas recentes)
http://www.revistaopapel.org.br/pesquisa.php?temas=2 (Artigos recentes contendo a palavra eucalipto)


Revista Opiniões
. (em Português)
Revista digital e também impressa em papel que foi criativamente desenvolvida pelo amigo William Domingues de Souza, baseada em artigos escritos por pessoas renomadas na forma de pontos de vista sobre temas selecionados pelo editor da revista. A revista alterna áreas relevantes da economia brasileira, sendo uma dessas áreas setoriais a de celulose, papel e florestas.
http://www.revistaopinioes.com.br/cp/index.php
http://www.revistaopinioes.com.br/cp/edicao_materias.php (Edição atual em celulose, papel e florestas)

Scientia Forestalis
. (em Português ou Inglês, com resumos nos dois idiomas)
Scientia Forestalis é uma das mais conceituadas revistas científicas sobre engenharia florestal disponíveis a nível internacional. Trata-se do veículo de comunicação científico do IPEF - Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais, uma entidade de pesquisa consorciada envolvendo empresas, institutos de pesquisas e universidades. Dedico meu afetuoso cumprimento à equipe dessa revista que acompanho desde sua criação, em 1970, com o nome de revista IPEF. À Marialice Metzker Poggiani e a sua excelente equipe, nossos cumprimentos pela magnífica coleção de excelentes artigos que a revista abriga, desde sua criação há cerca de 40 anos.
http://www.ipef.br/publicacoes/scientia/edicoes.asp
http://www.ipef.br/publicacoes/scientia/sobre.asp (Sobre a revista Scientia Forestalis)

Mapa Mundi dos Eucalyptus

Em 2008, a GIT-Forestry, empresa de nosso estimado amigo dos Eucalyptus Gustavo Iglesias Trabado, lançou através do blog Eucalyptologics um detalhado mapa florestal mostrando os países onde existem plantações florestais comerciais de eucaliptos e a área plantada em cada um deles. Esse trabalho único é resultado do empenho do Gus em fazer crescer a informação sobre os eucaliptos no mundo. Colaboraram para oferecer maior credibilidade aos dados um número de especialistas mundiais, representando os principais países onde crescem as florestas plantadas de eucaliptos e onde elas existem como recursos naturais úteis à sociedade. Acontece que as estatísticas podem ser sempre melhoradas e as plantações florestais não são estanques, há sempre novas plantações sendo feitas e outras sendo consumidas. Por essa razão, o trabalho de Gus será sempre interminável, com continuadas necessidades de atualizações. Em 2009, um novo mapa está sendo disponibilizado como uma espécie de homenagem ao Congresso Florestal Mundial que está ocorrendo em outubro de 2009 na Argentina. Parabéns ao Gustavo e a seus colaboradores por essa contínuo trabalho em favor dos eucaliptos.
Conheçam a mais nova versão do mapa e suas atualizações em:
http://git-forestry.com/download_git_eucalyptus_map.htm (em Inglês)
http://git-forestry.com/Global_Eucalyptus_Map.htm (em Inglês)

Mini-Artigo Técnico por Celso Foelkel

Acerca de Edmundo Navarro de Andrade, Armando Navarro Sampaio e Octávio Vecchi

De forma geral, nosso mini-artigo técnico discorre sobre algum tema tecnológico ou lhes apresenta algum ponto de vista pessoal meu sobre algum assunto relevante do nosso setor de base florestal. Entretanto, essa edição de nossa Eucalyptus Newsletter é uma edição especial. Nela estamos homenageando os grandes pioneiros da silvicultura dos eucaliptos no Brasil, através do lançamento de diversos de seus livros na forma digital para a Sociedade Mundial. Também estamos dando destaque à Floresta Estadual que recebeu o nome do "pai da eucaliptocultura brasileira" - Edmundo Navarro de Andrade. Por isso, escreveremos de forma sucinta algo sobre cada uma dessas renomadas personalidades, que ao exercerem sua profissão com competência técnica, entusiasmo e paixão, ajudaram a enraizar a moderna engenharia florestal em nossas terras. Na verdade, graças ao seu dinamismo e postos estratégicos que exerceu em sua carreira, Edmundo se tornou bastante conhecido; entretanto, não podemos deixar de prestar nossos reconhecimentos também a Armando Navarro Sampaio e Octávio Vecchi, dois outros grandes silvicultores, estudiosos e aperfeiçoadores da eucaliptocultura em nosso País.
Por isso, dessa vez, traremos a vocês uma singela biografia profissional de cada um desses ilustres silvicultores, junto com nossa mais sincera admiração pelos seus feitos. Com toda certeza, eles também podem ser chamados de "Amigos dos Eucalyptus", como muitos outros que já lhes foram apresentados por esse informativo digital sobre os eucaliptos.

Acerca de Edmundo Navarro de Andrade

Edmundo Navarro de Andrade
nasceu na cidade de São Paulo, em 02 de janeiro de 1881. Sempre foi uma pessoa de inteligência e dinamismo diferenciados, o que lhe representou a oportunidade de estudar em Portugal, na Escola Nacional de Agricultura de Coimbra, onde se diplomou engenheiro agrônomo em 1903. Seus estudos em Portugal foram custeados pelo seu padrinho Eduardo Prado e esposa Dona Veridiana. Logo ao retornar, e frente ao seu desempenho acadêmico e posturas inovadora e pesquisadora, recebeu um desafio da Companhia Paulista de Estradas que Ferro, através do seu presidente na época, Conselheiro Antonio Prado. Essa empresa ferroviária dependia intensamente de lenha e de madeira para produção de dormentes, postes e moirões de cerca. Já naquela época escasseava a madeira de origem de matas nativas pela ocupação das terras paulistas pela cultura do café. A origem de madeira nativa estava cada vez mais distante do consumo. A empresa adquiriu em 1903 uma área em Jundiaí/SP, próxima à sua sede administrativa, para as pesquisas do jovem agrônomo recém contratado. Ali, em 1904, Edmundo experimentou e colocou para competir cerca de 95 espécies florestais, a maioria de nativas (cabreúva, araucária, jacarandá, jequitibá, etc.) e mais outras dezenas de exóticas (cedro do Líbano, carvalho português, casuarina, grevílea e algumas espécies de Eucalyptus, que existiam no Brasil na época e de algumas sementes que trouxera de Portugal). Em função desse estudo, Edmundo optou pelos eucaliptos, que foram imbatíveis nos testes comparativos de produtividade e qualidade das madeiras. Frente a isso, inicia viagens de estudos à França, Espanha, Estados Unidos, Austrália, Portugal, Índia, Java, Sumatra para entender mais sobre essas árvores e suas madeiras, obter material genético como sementes, e também aprender sobre os mecanismos de gestão de serviços florestais nesses países. Já começa então a mostrar sua veia literária, escrevendo diversos livros entre 1909 a 1912. Em 1909, recebe uma área bem maior, no município de Rio Claro, para continuar suas investigações e para começar as plantações em escala comercial. Dizem as estatísticas que Navarro de Andrade foi responsável pelo plantio de cerca de 24 milhões de árvores de eucaliptos, uma grande parte em hortos florestais da Cia. Paulista, localizados próximos às margens dos leitos ferroviários.

Porém, deve ficar claro para todos que Edmundo Navarro de Andrade não foi o introdutor dos eucaliptos no Brasil. Essas árvores já estavam em nossa terra desde meados do século XIX, servindo principalmente na ornamentação urbana, proteção contra os ventos e para obtenção de sombra nas fazendas de gado. Inclusive, há relatos de que o IAC - Instituto Agronômico de Campinas tinha, por volta da primeira década dos anos 1900's, um viveiro para produção de mudas para distribuição aos produtores rurais. O grande mérito de Edmundo foi desenvolver tecnologias para converter as plantações dessas árvores em cultivos produtivos, econômicos e com qualidades de produtos adequadas às demandas do seu principal consumidor, a Cia. Paulista. Com essas tecnologias e conhecimentos disponibilizados, a empresa passou a comprar outros hortos florestais para produzir mais madeira em diferentes regiões do estado de São Paulo: Bauru, São Carlos, Jaboticabal, Bebedouro, Sumaré, Mogi-Mirim, etc.
Edmundo sempre convertia em livros seus novos conhecimentos e o que aprendia de suas pesquisas. Tinha enorme facilidade de redação e uma empatia enorme para ensinar através da literatura. Sua rapidez e qualidade de redação era tamanha que escreveu mais de uma dezena de livros, não apenas sobre os eucaliptos, mas também sobre cafeicultura, citricultura, botânica, entomologia, relatos de viagens, crônicas, etc. Isso lhe rendeu inclusive uma cadeira na Academia Paulista de Letras. Rapidamente se converteu em uma personalidade paulista muito importante, acumulando cargos administrativos, como a superintendência do Serviço Florestal de São Paulo e gestão da Secretaria dos Negócios da Agricultura, Indústria e Comércio de São Paulo.
Com a expansão florestal dos plantios de eucaliptos, passaram a ocorrer reclamos dos agricultores, que viam nessas plantações uma competição pelo uso das terras, provocando o seu encarecimento. Havia inclusive reclamos nacionalistas contra Navarro de Andrade e seus imigrantes australianos. Edmundo, paciente e persistentemente, procurava esclarecer a sociedade com demonstrações do potencial dessas florestas e da qualidade ambiental das mesmas. Suas muitas obras procuravam reforçar isso, dando destaque às utilidades das florestas, tanto as nativas como as plantadas pelo homem. Além disso, ajudou a criar o Museu do Eucalipto, como já vimos, mais um painel interativo de demonstrações das vantagens dos eucaliptos do que um museu para guarda de coisas históricas.

O que é admirável em Edmundo Navarro de Andrade e na equipe que liderava era o sentido conservacionista que possuíam. Hoje isso seria entendido com postura voltada para a sustentabilidade. O que eles advogavam e promoviam eram plantações de florestas para justamente usar a madeira dos reflorestamentos e não a madeira de matas nativas. Essa tem sido a missão das florestas plantadas de eucaliptos desde o início de sua produção no Brasil. Elas sempre visaram a fornecer madeira para atender as demandas das populações e dos processos industriais, ajudando assim a preservar as matas nativas do país. Sendo assim, Navarro de Andrade, já na época, era considerado um conservacionista bem sucedido dentro do setor empresarial e político no Brasil, tendo tido relativo sucesso nessa filosofia por ter idéias liberais que estavam de acordo com as da elite paulista com poder decisório.
Navarro de Andrade testava o uso dos eucaliptos para praticamente todos os produtos que derivavam da utilização de madeiras como matérias-primas: móveis, construções e habitações, papel e celulose, carvão vegetal, biomassa energética, etc. Também estudava os usos não lenhosos das florestas de eucaliptos: aptidão apícola, óleos essenciais, taninos, etc. Enfim, ele não apenas desenvolveu tecnologias florestais, mas também para os produtos derivados das florestas.
Em dezembro de 1941 faleceu Edmundo Navarro de Andrade, deixando um legado absolutamente impressionante de conhecimentos, pesquisas, inovações e alguns milhões de árvores plantadas de Eucalyptus em território brasileiro. Entretanto, seu maior legado foi a força motriz que introduziu no setor florestal brasileiro, dinamizando e otimizando a atividade de silvicultura de florestas plantadas. Para isso, dependeu muito de sua equipe e colegas de profissão, onde se destacaram engenheiros ilustres como Armando Navarro Sampaio e Octávio Vecchi. O importante de toda essa história é que ela teve continuidade. Hoje, milhões de brasileiros estudam, pesquisam, plantam e usam as florestas e os produtos das florestas plantadas de eucaliptos. Imaginem só meus amigos, se ainda tivéssemos que depender de matas nativas naturais para suprir de madeira as necessidades da enorme população brasileira. Não apenas por sorte, mas por competência, visão e tenacidade, temos as florestas plantadas para cumprir esse papel e trazer felicidade e conforto aos usuários de seus produtos.

Acerca de Armando Navarro Sampaio


Armando Navarro Sampaio
era paulista, nascido na cidade de Rio Claro. Era sobrinho de Edmundo e tinha pelo tio uma enorme admiração. Graduou-se em engenharia agronômica pela ESALQ - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" em 1925, tendo cedo se aliado a Edmundo no estudo e na implantação de florestas de eucaliptos. Quando Edmundo faleceu em 1941, Armando o sucedeu na chefia do Serviço Florestal da Cia. Paulista de Estradas de Ferro. Foi um renomado pesquisador e silvicultor, colaborando para que a Segunda Conferência Mundial do Eucalipto fosse um sucesso em São Paulo, em 1961. Um de seus grandes méritos foi rever cuidadosamente a obra "Os Eucaliptos", publicada em primeira edição por Edmundo em 1939. Junto a um grupo de engenheiros e técnicos florestais da Cia. Paulista revisaram e incrementaram a obra para lançá-la paralelamente à Conferência da FAO - Food and Agriculture Organization, que ocorria em São Paulo. Publicou diversos artigos técnicos florestais sobre as vantagens e os cuidados a serem tomados com os reflorestamentos, sobre dormentes de madeira e outras demandas de madeira pelas ferrovias e sobre gestão florestal. Um de seus artigos mais referenciados tem sido “Eucaliptos para o Brasil”, que saiu inicialmente como um Boletim da Cia. Paulista, em 1957. Segundo diversas citações encontradas na literatura, o grande mestre escreveu o seguinte nesse artigo: “Escusado seria dizer que somos os primeiros, como velho silvicultor, a desaconselhar qualquer exploração de mata natural em sítios onde a Natureza sabiamente a colocou para prestar seus reais benefícios, para substituí-la por floresta artificial, qualquer que seja a essência escolhida. Existem, no entanto, as terras fracas, de cerrados baixos e de campos, onde deve, exatamente, situar-se o florestamento econômico. A escolha da espécie a plantar deverá ser sempre precedida de um pequeno ensaio de comportamento de gêneros e espécies de plantas oriundas de situações ecológicas semelhantes”. Mais uma vez, reforçava com sua sabedoria, o que hoje pregamos como um mandamento de sustentabilidade.
Relatam seus amigos da Cia. Paulista que Armando era um ser humano notável, modesto, talentoso, de rara e privilegiada inteligência, muito determinado, um excelente administrador e um amigo que procurava valorizar os demais colegas de trabalho, mesmo que isso representasse diminuir sua importância nas conquistas profissionais. Além disso, era vibrante patriota, defendendo e amando sua terra.
Armando Navarro Sampaio teve participação ativa no desenho florestal da empresa Aracruz Celulose, quando a mesma decidiu implantar reflorestamentos para abastecer uma fábrica de celulose no estado do Espírito Santo, isso em finais dos anos 1960's e início dos 1970's. Foi superintendente florestal da Aracruz Celulose e com seu filho Edmundo Moreira Sampaio, fundou a Uniflora, empresa de reflorestamento que trabalhou em projetos de reflorestamento na Aracruz.
Armando faleceu em São Paulo, cumprindo uma brilhante trajetória na área florestal brasileira.


Acerca de Octávio Vecchi


Octávio Felix Rabello de Andrade Vecchi
nasceu em Portugal em 22 de novembro de 1878, tendo sido diplomado engenheiro agrônomo pela Universidade de Coimbra, da mesma forma que Edmundo Navarro de Andrade. Eram cunhados, pois casara-se com uma irmã de Edmundo. Foi diretor do Horto Florestal de Loreto (proximidades de Araras), pertencente à Companhia Paulista de Estradas de Ferro, onde demonstrou suas qualidades de administrador e pesquisador no ramo de sua maior especialidade, a silvicultura. Em 1927, assumiu o cargo de diretor do Serviço Florestal do Estado de São Paulo, incentivando o reflorestamento e a arborização da capital e interior.
Era exímio desenhista e apaixonado colecionador de insetos, dentre os quais borboletas. Também gostava de colecionar espécies de plantas e madeiras, favorecendo para que o Serviço Florestal de São Paulo pudesse ter uma notável coleção de madeiras, na forma de uma excepcional xiloteca, que hoje tem seu nome. A Xiloteca "Octávio Vecchi" pertence hoje ao Instituto Florestal, subordinada à Seção de Madeiras e Produtos Florestais. Possui um acervo de aproximadamente 4.000 espécimes florestais. Conta com amostras de madeiras nativas do Estado de São Paulo, principalmente representativas das Unidades de Conservação do Instituto Florestal, e de espécies exóticas, enriquecida com um laminário correspondente às madeiras da coleção. Organizou também uma coleção das árvores de São Paulo. No Museu Florestal localizado no Parque "Alberto Loefgren", na cidade de São Paulo, é possível apreciar cada espécie florestal com a respectiva classificação taxonômica, desde a semente até a madeira já trabalhada. Esse Museu Florestal também recebeu seu nome e é um dos mais conceituados museus botânicos e florestais do mundo, especialmente por conter a mencionada xiloteca. O Museu "Octávio Vecchi" foi inaugurado em 1931, ainda durante sua gestão a frente do Serviço Florestal. Muitas das peças de madeira têm entalhes que reproduzem as folhas e os frutos das espécies das quais foram extraídas. A idéia de Vecchi com o museu não era falar somente da madeira, mas da diversidade da floresta, com seus bichos, sementes, plantas, etc. Também podem ser apreciadas várias amostras de sementes e seus usos pela indústria cosmética, assim como as essências que delas podem ser extraídas. Alguns dos desenhos artísticos que se encontram na forma de murais em paredes do museu foram rascunhados por ele nas mesmas e depois pintados por artistas contratados.
Foi autor de vários livros, dois deles em parceria com Edmundo e disponíveis para downloading através dessa Eucalyptus Newsletter: "Les bois indigènes de Sao Paulo" (1916) e "Os eucaliptos - sua cultura e exploração" (1918). Também publicou a obra "A dinamite na agricultura" em 1912.
Octávio Vecchi faleceu cedo, aos 53 anos, no dia 09 de janeiro de 1932. Sua vida foi ceifada violentamente por um de seus funcionários que havia sido repreendido por má performance no serviço.



Referências da literatura e sugestões para leitura:

Edmundo Navarro de Andrade - O plantador de eucaliptos e a questão da preservação florestal no Brasil. Augusto Jerônimo Martini. Editora Humanitas. 380 pp. (2008)
http://coisadelilly.wordpress.com/2009/03/12/lancamento-de-livro/
http://tms5.blogspot.com/2009/03/livro-sobre-eucaliptos-e-preservacao.html
http://www.livrariaresposta.com.br/v2/produto.php?id=6106
http://www.estantevirtual.com.br/livro/21325493/
Augusto_Jeronimo_Martini_Edmundo_Navarro_de_Andrade.html

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O plantador de eucaliptos: a questão da preservação florestal no Brasil e o resgate documental do legado de Edmundo Navarro de Andrade. Augusto Jerônimo Martini. Dissertação de Mestrado. USP - Universidade de São Paulo. 332 pp. (2004) (em Português)
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Dossier História Atlântica: preocupações com a proteção à natureza e com o uso dos recursos naturais na Primeira República brasileira. J.L.A. Franco; J.A. Drummond. Textos de História 12(1/2): 143 - 163. (2004)
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