(Foto: Joriel "Joz" Jimenez / flickr / creative commons)(Foto: Joriel "Joz" Jimenez / flickr / creative commons)

O pessoal do Guardian fez uma entrevista incrível com ‘Merticus’, um dono de um antiquário de 37 anos, casado, ‘pai’ de dois cachorros e… vampiro. Não, não um vampiro do tipo Drácula ou, pior ainda, do tipo Crepúsculo. Merticus, fundador da Aliança dos Vampiros de Atlanta, afirma que o seu tipo de vampirismo ‘não é um culto, uma religião, uma prática perigosa, um tipo de sadomasoquismo ou uma comunidade de adolescentes frustrados’. Listamos alguns dos pontos altos da entrevista abaixo:

1. Beber sangue

Sim, eles bebem sangue - de uma forma não-hollywoodiana. Para começar, ninguém ataca e morde o pescoço de vítimas em becos escuros. O pescoço nem é o alvo preferido dos vampiros da vida real, já que tem muitas veias e artérias vitais. Em vez disso são feitas incisões em voluntários em partes menos visíveis e mais macias do corpo. E, apesar do vampiro poder sugar o sangue ‘direto da fonte’ depois dessa incisão, um médico normalmente participa do procedimento. Os doadores precisam assinar um termo de consentimento e também entregar exames que atestam que não têm nenhum problema de saúde.

2. Nem todos são góticos

Você até pode imaginar que os caras só se vestem de preto, usam lentes de cores exóticas, etc. Mas, apesar de Merticus usar preto, ele afirma que apenas 35% dos vampiros que ele conhece se identificam como góticos. “Vampiros de verdade não se importam com o buzz da cultura popular”, afirma.

3. O desejo por sangue

Com Aids, Hepatite e outras doenças contagiosas que rolam por aí, a prática de beber sangue não é a coisa mais segura do mundo. Mesmo assim, os adeptos do vampirismo afirmam que nasceram com a vontade de beber sangue, que esse desejo não é voluntário. E, apesar de ser encarada com reverência e até com alguma sensualidade dentro dos grupos, a descoberta e a aceitação desse desejo surge na puberdade ou depois de algum trauma. Essa condição é chamada de hematomania.

4. Os sintomas

A hematomania causa uma espécie de sede - e, de acordo com Merticus, apesar de carne crua e sangue de animais poderem disfarçar os sintomas, apenas o sangue humano pode saciar a vontade completamente. Quem fica muito tempo negando a vontade, passa a sentir sintomas de abstinência comparáveis aos de viciados em drogas.

5. A quantidade

Embora a cultura nos mostre vampiros bebendo litros e litros de sangue e secando os corpos de suas vítimas, vampiros da vida real se saciam com algumas colheres de chá de sangue por semana.

6. O medo

De acordo com pesquisadores entrevistados pelo Guardian, ‘vampirismo’ seria um termo prejudicial à comunidade - afinal, apesar de suas práticas serem diferentes das hollywoodianas, pessoas de fora confundem elementos da cultura popular com o que acontece de fato dentro destes grupos. Então seus membros são sujeitos a viver sob um estigma muitas vezes injusto. Da mesma forma, isso impede que esses ‘vampiros’ sejam honestos com médicos e psicólogos que poderiam analisar melhor sua condição.

Leia a entrevista completa no The Guardian



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